segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A cura para a dor sem nome.


"E o mais legal é saber que as pessoas que escolhi para serem amigas (ou que me escolheram, sei lá quem escolheu quem), não desistem de mim. Elas não desistem! Mesmo quando eu sumo, quando eu não quero atender o telefone, quando eu não quero dividir, quando eu não quero sair, quando eu quero isolamento, quando eu sou chata e esquisita, essas pessoas estão lá. Elas não desistem, elas aparecem, elas telefonam, elas me irritam, tocam a campainha, lotam minha caixa de e-mails, me abraçam, me beijam, me amam, me esperam, tentam de novo e de novo.

Então, eu vou ser mais uma a dizer uma tremenda babaquice sobre amizade, mas que tem feito muito sentido pra mim: amigo é aquele que não desiste da gente, mesmo quando a gente desiste de tudo."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sobre as decisões de cada um.


Eu não tenho poder sobre a vida de ninguém e ninguém tem poder sobre a minha vida. Cada um pode tomar as decisões que quiser por livre arbítrio. Se coisas que eu nunca faria, fazem outras pessoas felizes, que elas sejam felizes então. Eu não vou brigar e nem julgar mais nada... Todos sabem minha opinião, mas igual eu disse no inicio: cada um pode tomar as decisões que quiser.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cazuza.


"O teu amor é uma mentira...
que a minha vaidade quer.
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver.

(...)

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acabar a gente pensa
Que ele nunca existiu."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ao ano que está se encerrando.


Querido 2009,
Não queria começar sendo uma chata, mas 2009, você não foi tão querido assim.

Em todas as festas da Virada, eu passo alegre na casa da minha avó com toda a minha família, mas a virada de 2008/2009 não foi tão boa. Logo após a queima de fogos e toda aquela alegria a festa continuou, mas um pouco antes de ir embora da casa da minha avó, eu me derramei em lágrimas e não eram lágrimas de alegria, eram lágrimas de tristeza pela saudade que eu estava de alguém que dissera que nunca mais nos falaríamos e já faziam quase duas semanas que aquilo acontecera. Eu estava sofrendo horrores e você, 2009, só para me sacanear... Fez com que aquelas lágrimas pesassem em todos os dias desse ano.

Eu ri das futilidades do dia a dia, eu tive um dos dias mais felizes da minha vida, eu saí pra caramba, minha família e meus amigos continuaram bem, eu gargalhei, eu estudei, eu conheci pessoas incríveis, eu tive uma vida normal.. Taí o problema, a rotina me perseguiu, o ano foi monótono e sem nada de surpreendente. Eu acordei todos os dias sabendo exatamente o que eu faria daquele momento até as 23 horas e 59 segundos. Era estressante e sufocante, ao contrário dos outros anos que não fizeram isso comigo.

É por isso que agora, nesse instante, eu estou olhando sorridente para um calendário. Porque a festa da virada está chegando e sabe o que eu vou fazer? Eu vou começar 2010 sorrindo loucamente.

É isso aí! Que venha 2010, será o melhor ano da minha vida - até aqui - e te superará de uma maneira absurda.

Pronto.

Positive Vibrations.

Adeus, 2009

Com carinho,

Paula.

ps: eu não te odiei por inteiro, você me fez feliz sim e mais ainda, eu continuei viva, não é? apesar da monotonia... tenho um certo carinho por ti.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Chico Buarque.

"...Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz"

Maria Rita.


"...Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena"


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Verdade.


"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora nesta minha vida de retinas fatigadas. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Você voltou, revirou tudo.


Quando eu menos esperava, você me procurou. Você chegou e me disse 'Oi', esperando que eu ajoelhasse em seus pés e te dissesse o tanto que eu senti sua falta. Eu não fiz isso, por mais que meu impulso pedisse para que eu fizesse. Eu comecei te explicar o estrago que você fez nos últimos meses, eu fiz questão de jogar tudo na sua cara, principalmente a parte em que você me ignorou quando eu estava péssima de tanta saudade. E sabe o que você fez? Você fez questão de dizer que eu podia te ignorar se eu quisesse e que você também estava péssimo, logo... Você entenderia. Eu não tenho dúvidas que você fez isso para jogar com a minha capacidade de te perdoar, de te aceitar, de te receber, de te amar. Quando você disse que eu podia te ignorar, eu quis rir... Eu quis rir porque você sabe, melhor do que ninguém, que você é o meu ponto fraco, que eu não consigo te ignorar, que eu não consigo te mandar pra outro lugar que não seja meu peito.

O problema, o maior problema, meu bem... É que eu estava acostumada. Eu estava acostumada a acordar e a ter a certeza de que você não apareceria e por medo de ser ferida novamente, eu não te procurava. Eu acordava sabendo que a minha saudade já estava esmagada no mais fundo do meu peito e já estava quase morrendo de tão sufocada. Eu, juro, que estava aprendendo a viver sem você; coisa que se me perguntassem ano passado, eu diria que era impossível. Eu, viver sem ELE? Haha, outra piada, por favor. Viu como as coisas mudaram em tantos meses?

Mas aí, de repente, do nada, subitamente, você apareceu. Você voltou. Sabe quando não sabemos qual reação ter? Eu não sabia o que estava sentindo. Uma agonia gigante tomou conta de mim, eu queria chorar, mas queria distribuir sorrisos por aí. Eu queria chorar, porque eu sabia que não teria forças para te mandar embora. Eu queria distribuir sorrisos, porque eu sabia que a saudade havia ressuscitado e eu me lembrei, em questão de segundos, de tudo que nós já passamos.

A questão maior é que você tem seus mistérios. Nós já conversamos duas vezes desde que você voltou. Mas você tem seus mistérios, você é inconstante e você aparece quando quer. Eu já me acostumei com suas idas e vindas, já me acostumei mesmo. Mas, eu quero essa vida pra mim? Eu quero acordar com dúvidas se você aparecerá ou não? Era mais fácil lidar com a certeza de que você não viria.

E agora milhares de pensamentos rodam minha mente. Eu só queria saber se vale a pena te apagar da minha vida novamente ou se vale a pena ter de tempos em tempos uma dose de felicidade contigo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Pega minha armadura, inimigo.


"Taí. Tá bom. O amor venceu. Você venceu. Venceu. Venceu. Venceu. E eu acabo de descobrir, simples assim, a única maneira de me livrar desse sentimento: aceitando ele, parando de querer ganhar dele. Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você." (Tati Bernardi)