terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eterno.

Eu tenho um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Minha amiga Alana também tem um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Compartilhamos esse amor há um tempo. Sem ciúmes (entre nós duas, haha), sem discussões. Trocamos fotos, informações e aflições. Ninguém entenderia se eu tentasse explicar tamanha compatibilidade e coincidências estranhas que o envolvem.

E há algum tempo, tivemos uma ideia: eternizar esse nosso amor. Decidimos fazer uma tatuagem. E o Tavares tem uma tatuagem no peito de um coração alado. Olhamos pra essa tatuagem e decidimos que era aquilo que nós faríamos. Depois de um ano combinando, finalmente fizemos.

"E se vocês brigarem?", "E se vocês não gostarem mais dele?". É o que estão me perguntando. Mas olhem para a tatuagem: é um coração alado. Tem algum escrito? Tem alguma declaração de amor ali? Não, não tem.

Nós fizemos isso com a intenção de eternizar isso que está acontecendo nesse momento da nossa vida. E mesmo que se passem mil anos e eu não goste do Tavares mais ou até mesmo tenha me afastado da Alana, é uma lembrança ótima e linda da minha adolescência.

As pessoas no futuro vão ver e vão pensar: "Legal! Um coração com asas". Mas eu vou ver e vou entender eternamente o motivo real dessa tatuagem. Mesmo que o sentimento não permaneça o mesmo, as memórias estão marcadas.



No matter what they say. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Para aquele que não vai ler isso.


Você era o meu melhor amigo. Ponto. Eu nunca te disse, mas acho que dava para imaginar. Eu não posso te dizer que lembro como que a gente se conheceu, porque eu não lembro. Mas eu também não me lembro da minha vida antes de você. Só lembro do ponto em que você já estava na minha vida.

Nossa amizade não era aquela lotada de sentimentalismo. Eu, raramente, dizia que você significava muito pra mim. E você, disse uma vez ou duas. Quem ler isso vai achar estranho e vai pensar: "Bela amizade, hein?". Mas querem saber? Bela amizade mesmo, tudo sempre foi muito além das palavras.

Aqueles corredores do nosso antigo colégio tem algumas histórias para contar. Eu amava ficar durante o intervalo lá em cima com você. Era proibido, sempre falavam que não podia, mas a gente ficava. Nós começávamos a rir por coisas sem nexo. E ficávamos brincando de lutinha. Até que um dia você segurou minha perna no ar e eu cai. Isso rende algumas risadas minhas até hoje. 

Quando minha mãe não podia me buscar, ela pedia que eu fosse a pé pra casa da minha avó. E eu não achava ruim, porque você ia para o mesmo rumo que eu. Você insistia em dizer que eu era desengonçada e tinha perna de alicate. E eu te empurrava da calçada e você conseguia se manter em pé quando caia na rua. 

Uma vez você disse pra minha irmã que arrastava a asa para mim. E eu achei engraçado. Jurei que éramos só amigos. A-mi-gos. E jurei que se algum dia ficasse com você, eu estaria louca.

Bom, teve um dia que eu fiquei louca. Na verdade, dois dias. Aquela vez que eu fiquei  meio bêbada, deitei no seu colo naquela festa e quando eu queria levantar, você não deixava. Até que eu tampei meu rosto com uma almofada e você me beijou. A galera - nossos amigos em comum - começou a bater palma. Eu não entendi muito bem, mas nós éramos grande amigos, nada mais. Teve aquela outra vez que você  e mais uns amigos vieram aqui em casa e eu tive que atender o telefone. Eu fui para um lugar mais silencioso e estava conversando no telefone, chupando um chiclete... Você simplesmente chegou e me abraçou por trás, enquanto eu ainda conversava no telefone. E eu jurei que senti seu coração muito forte contra as minhas costas e você ficou quietinho até eu desligar. E quando eu desliguei, você me deu um beijo. E eu corri de volta para onde os outros estavam e continuamos como se não tivesse acontecido nada.

Eu não quero dizer que em algum momento eu me apaixonei por você. Porque eu não me apaixonei. As pessoas sempre duvidavam disso e diziam que nós sentíamos alguma coisa um pelo outro. Eu não sei de você, mas eu sei de mim. Não que eu não tenha gostado de ter ficado com você. Óbvio que eu gostei. Mas nunca passou de uma amizade pura e muito - MUITO - intensa. E talvez você nem imagine que era tudo tão forte assim pra mim. 

Nossas brigas sempre eram as mais revoltantes. Eu jurava que queria te matar e que nunca mais queria falar com você. Porque você era um grosso e parecia não se importar. E aí você ria se eu chorava no telefone. Você ria, mas eu sei que no fundo, você gostava de saber que eu me importava tanto com a nossa amizade e eu acho que você entendia o meu desespero misturado com tanta raiva.

Até que chegou o dia que você teria que ir embora. Era meio complicado imaginar meus dias seguintes sem você. Eu não te via diariamente, mas eu sabia que você estava logo ali e que se eu quisesse, poderia ir te ver. Mas você estava indo embora. Na sua festa de despedida, ficamos nos lembrando de muitas coisas e eu me vi amando sua amizade como nunca tinha amado nenhuma outra. Naquele momento eu até pensei em te falar que você era o meu melhor amigo, mas eu não falei. Antes de ir embora da sua festa, demos um abraço de vinte minutos. Vinte minutos que disseram tudo que as palavras não teriam dito. 

O problema é que desde que você se foi, quem sempre estava te procurando era eu. Eu que te mandava mensagem. Eu que te ligava. E adivinha? Em todas as vezes que você veio aqui para a cidade, você nem mesmo fez questão de me ver. Sempre falava: "Quando eu for praí, nós vamos sair pra beber". Mas nós nunca saimos. E agora já fazem quase cinco meses que você foi embora e até hoje a gente não se viu. Será que é tão difícil pra você fazer um pouco de esforço para correr atrás e vir me dar um abraço? Você não sabe, mas sentir sua falta é uma das piores sensações que existem. Mas depois do dia que você veio, combinou de me encontrar e me ignorou quando eu te liguei... Depois desse dia, eu jurei que não mais te ligaria. Eu sinto sua falta, mas parece que você não sente a minha e isso só está fazendo minha saudade diminuir lentamente. Não quero dizer que você não é mais importante pra mim, você vai ser importante eternamente. Mas sua recente indiferença está me fazendo aceitar que talvez, eu não deva sentir tanto sua falta. Mas olha... Não esquece nunca: Você era o meu melhor amigo. Ponto.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"A maioria dos meus amigos de hoje..."


"A maioria dos meus amigos de hoje foram grandes amigos do passado, que cresceram comigo, sofreram comigo, melhoraram comigo. São pessoas que eu admiro muito e que, mesmo com seus defeitos, me acrescentam, me fazem bem pra alma."

20 de novembro de 2007.


Parei para pensar e percebi uma coisa: ela é uma das poucas pessoas que sempre esteve ao meu lado, sempre esteve disposta para conversar, rir e fazer tudo aquilo que grandes - melhores, bons - amigos fazem. E olha, ela nem está ao meu lado literalmente. Mas estamos aí, há 3 anos e alguns dias.

Eu te amo, amiga.


Espero um dia te encontrar e poder te abraçar
Tuas palavras de conforto que sempre me acalmaram
Eu sei que você pode me ouvir, mesmo estando tão longe daqui.

domingo, 28 de novembro de 2010

Corra.


Ela decidiu correr. Sem direção e sem hora certa para parar. Ela só precisava correr. As lágrimas sendo levadas embora pelo vento que batia forte contra seu rosto. Os lábios que estavam vermelhos e trêmulos estavam forçados a se manterem pressionados um contra o outro. Os cabelos voavam de forma desarmoniosa e se embaraçavam a cada passo (per)corrido. Ela estava fugindo, sim. Ela precisava fugir. Ela não sabia se teria algum êxito com tal tentativa de fuga, mas ela precisava tentar. Sem olhar para trás por cima dos ombros, porque senão ela tropeçaria e cairia. Só correr. Olhando para frente e prometendo para si mesma: “Essa foi a última vez que eu amei, que eu me feri, que eu feri alguém”. Ela só não sabia que, logo ali na frente, ela trombaria com um rapaz que estava vindo correndo da direção oposta. É esse o ciclo da vida: você ama, você sofre, você jura nunca mais amar, você foge, mas quando você menos espera… Está começando tudo de novo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Infância, adolescência e eternidade.


"Mas tanto tempo de convívio me trouxe certa prioridade que eu valorizo muito. Gosto também de quando falo, porque por mais que você não entenda, me apoia. Você me dá esperanças nas minhas paixões platônicas e na vida que eu levo cabeça a dentro. Aliás, essa é a nossa maior diferença: você pensa sobre o que você vive, e eu vivo sobre o que eu penso. Somos opostas e ainda assim nos compreendemos.


Saio de casa e o cenário está todo lá: as árvores onde a gente subia, a casa que jurávamos assombrada, os muros que agora parecem altos, nosso eterno refúgio de criança que guarda as marcas da infância. Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dez anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas, teremos casas vizinhas (se um dia você voltar do Rio), jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar." 

(Verônica H. - mais uma vez ela disse o que
eu quero e não consigo)

A eterna companhia da minha vida.


"Eu aprendi a lidar com a sua distância repentina, e você com a minha. Chegamos num ponto de entender a necessidade de silêncio uma da outra. Eu aprendi seus filmes preferidos e você os meus, eu descobri que podia te ligar às duas da manhã e você descobriu que as palavras de 'estou aqui pra você, sempre' eram mais reais do que imaginava.
A gente se conheceu e ponto. Nos escondíamos por trás de roupas e afastávamos olhares como quem protege o coração de mais decepções. Eu precisei falar demais pra esconder a falta de ter a quem dizer e você me ouviu. E me ouviu por mais três longos anos, sendo minha fuga num lugar com tanta gente e tão pouca afinidade. Você é minha fuga. É minha maior confiança.
Mas agora você vai. Não pra sempre, mas pra longe. E eu fico só de novo, e sinto tanto a sua falta... Você é meu apoio.
Amiga como você não é fácil de encontrar, mas é ainda mais difícil perder. A distância não vai ser suficiente. Espero que você veja em mim o que eu sempre vejo em você: a eterna companhia da minha vida."

  (Verônica H.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pois é.


O que você nunca vai saber.
Verônica H.

Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

Só eu sei quanta falta você me faz.

Mensagem apagada com sucesso.


Você me irrita fácil, mas eu já te disse milhares de vezes: a raiva não dura mais do que 24 horas. É sempre assim. Eu me irrito, mas antes de chegar aquela mesma hora do dia seguinte, minha raiva... Puff, sumiu.

O problema é que eu nunca tinha experimentado o que era ficar magoada de verdade com algo que você me disse. E foi isso que aconteceu. Mensagens no meu celular com palavras que eu não gostaria de ter lido e que seria melhor se você não as tivesse dito. Não daquela forma. E foi crescendo um sentimento dentro de mim que eu não havia sentido por você até então. Uma mensagem chegava, eu respondia e apagava. E assim foi com todas as seguintes que só serviram para me tirar uma noite de sono. 

As mensagens foram apagadas com sucesso, mas eu queria ter esse mesmo sucesso com a mágoa que eu ainda estou sentindo. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vou guardar tudo pra mim?

 

"Já passou", 
"vai me achar uma idiota",
"é segredo", 
"pode piorar tudo":
Tantos motivos pra não dizer...  
Mas se não desabafar, vou guardar tudo em mim?" 
(Verônica H.)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eres mi faro en este mar.

A nossa relação sempre foi muito fácil. Uma calmaria eterna nos acompanha desde o primeiro dia que nós conversamos. Mesmo quando você fazia algo que me deixava brava, a raiva passava e ficava tudo bem. E até mesmo quando você sumia, eu sumia ou o mundo nos afastava por alguns dias, nós ficávamos com saudades e já nos achávamos: pela internet, pelo celular ou em sonhos mesmo.

Nós nos tornamos tão próximos e você me deixou tão mal acostumada com tanto carinho que ultimamente, eu tenho sentido uma série de estranhezas entre nós. As mensagens pararam de chegar, o telefone parou de tocar e você parou de me procurar. Mas eu insisti muito, corri atrás e tentei te trazer pra mais perto novamente. E tudo parecia em vão. Até que eu desisti e deixei o meu orgulho falar mais alto e parei de te procurar também. Parei e me senti muito mal por isso. Não falar com você todos os dias é uma das piores torturas.

Mas aí veio a surpresa. Depois de sumir um pouco, não te dar atenção e fingir que não estava me importando; você simplesmente veio todo carinhoso, correndo de volta pra mim. Mas eu fui resistente. Você perguntou se tinha feito alguma coisa e eu disse que estava me perguntando a mesma coisa, porque você estava diferente. E você conseguiu atingir meu ponto fraco: me pediu para parar de fazer aquilo com você e pediu pra sermos legais como antes. Abaixei a guarda e disse que estava tudo bem. Você disse que estava tudo bem. E logo depois começamos a relembrar de coisas que aconteceram há um ano atrás.

Você nem imagina, mas você me traz uma força muito grande. Você faz os meus problemas gigantes parecerem muito pequenos. A paz que você me transmite, com seu jeito brincalhão e com seu carinho, é inexplicável. E eu não quero te perder. Moramos longe um do outro, mas isso nunca foi problema e não será agora. Termino esse texto com um pedido: não se perca de mim que eu não me perco de você. Você é um grande amigo, de verdade.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu confio em você.


Confiança: palavra-chave para a existência de qualquer tipo de relacionamento. Pode ser a simples relação de duas crianças. Sim, ali existe um altíssimo grau de confiança. Ou pode ser uma amizade, uma relação familiar ou um grande amor...

Todas essas relações exigem a confiança de ambas as partes. O que é confiança? É o simples fato de você saber que pode contar algum segredo seu e aquela pessoa não vai te julgar, é o fato de você ouvir algo que a pessoa te conte e saber que é a mais simples e pura verdade, é você saber que independentemente das circunstâncias chamadas: tempo&distância, você terá aquela pessoa ao seu lado ou do outro lado da linha ou do outro lado do mundo - mas ainda sim, ao seu lado.

A partir do momento em que você não se sente mais a vontade para compartilhar seus segredos, a partir do momento que você para pra pensar se tudo o que está sendo dito entre vocês é verdade, a partir do momento que você pensa duas vezes antes de pedir uma ajuda... É um sinal grave: a confiança está acabando. Mas pior ainda: a confiança só acaba quando o amor está indo embora junto com a mesma.

É doloroso, mas é a verdade. Infelizmente.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

#wakeupcroatia!


Uma garota da Croácia foi filmada jogando filhotinhos de cachorro em um rio. Foi impossível não chorar vendo a cena desse vídeo. Eu tenho um amor inexplicável por cachorros mesmo, mas não é por isso que eu fiquei assim, foi pelo maltrato que essa pessoa foi capaz de fazer com um ser que tem vida... Cara, se você não gosta de qualquer animal/planta/whatever que seja... OK. Mas, por favor, deixe os coitados em PAZ. Eles são seres vivos assim como você.

A cena é chocante mesmo... Até quem não gosta, mas tem o mínimo de respeito, vai se sentir extremamente incomodado. Se alguém quiser ver o vídeo: http://www.liveleak.com/view?i=bb4_1283184704


E só uma frase do livro 'A menina que roubava livros' para finalizar:

"Os seres humanos me assombram..."

domingo, 29 de agosto de 2010

Finalmente eu te encontrei.


É claro que ela o ama, mas por estar longe demais, ela já aprendeu a disfarçar bem. É claro que ele a ama, mas por estar longe demais, ele já aprendeu a disfarçar bem.

Um dia no telefone ela falou: “Seria tão bom se você estivesse aqui comigo…”, ele ouviu, soltou um sorriso bobo, mas pensou que tinha entendido errado. Em outro momento foi a vez dele que em uma mensagem disse: “Você devia estar aqui.”, ela sorriu abertamente e sentiu seus olhos brilharem, mas repetiu para si mesma que ela estava delirando e que ele era seu amigo que morava longe. Apenas.

O último pensamento que passa pela mente dela antes de adormecer é a ideia de um dia poder abraçá-lo fortemente. O primeiro pensamento que passa pela mente dele quando acorda é a ideia de um dia poder dar um beijo nela, sem pensar duas vezes.

Por alguma razão desconhecida, o universo quis que eles se conhecessem, mesmo vivendo tão longe um do outro. E algo dá uma força gigantesca para que eles levem esse carinho mútuo em frente, sem sofrer ou se deixar abalar pela distância; para que em algum momento daqui a um dia, um ano ou uma década, aqui no Brasil, no Japão ou em Paris, eles possam se abraçar, sentir um alívio inexplicável e dizer em uníssono: “Finalmente eu te encontrei…”









sábado, 7 de agosto de 2010

"Não, não vá embora... Eu vou morrer de saudade."



Você conseguiu passar pra medicina na universidade federal de Ouro Preto e agora chegou a parte em que seu caminho vai ser todo direcionado para essa nova fase da sua vida. Ontem foi sua festa de despedida e para não perder o custume, você fez de tudo para me irritar.
Teve um momento que nós ficamos sentados no sofá e ficamos relembrando de algumas das nossas milhares de brigas e era engraçado porque a gente se perguntou: "E naquele dia, por que a gente brigou mesmo?"
Você sabe ser chato e sabe me irritar de verdade, mas muito acima disso, você soube me cativar e soube fazer com que o carinho que eu tenho por você crescesse mais e mais e mais e mais.
Você é fechado e eu entendo isso. Uma frase que você adora falar é: "Não curto muito sentimentalismo". Mas ontem, ali, na frente da saida do seu prédio, você me deu um abraço de 20 minutos que disse tudo que todas as palavras que não foram usadas diriam.
Você é, sem duvidas, um dos meus melhores amigos e vai ser pra sempre. Eu vou sentir muito a sua falta e é isso aí. Eu te amo, amigo.

"Agora você vai, não para sempre, mas para longe.''

sexta-feira, 30 de julho de 2010

No dia em que eu fui mais feliz. Parte 2




Eu estou super feliz por estar na universidade bem antes da hora e estou empolgada com tudo que me aguarda daqui pra frente. Mas tem um "porém..." em toda essa história. Chega a ser irônico, mas sempre haverá um "porém..." nas nossas maiores alegrias.
Eu sei que a escolha foi minha, porque eu poderia muito bem ter continuado no colégio para tentar novamente no final do ano, mas só apesar da escolha ter sido minha e apesar de ser uma ótima escolha, eu digo: dizer Adeus para aquela escola está sendo a parte mais dificil de tudo isso.
Na última segunda-feira, eu fui até lá ver meus amigos e ver a escola. Uma última olhadela antes de me tornar definitivamente uma ex-aluna.
As lágrimas se apertam nos olhos se eu olho por cima do meu ombro e vejo 14 anos na mesma escola se finalizando. Um livro está sendo fechado e eu estou abrindo um livro novo. Mas as memórias estarão comigo para sempre, assim como um pedaço de mim estará naquela escola para sempre...

"It's hard to say it, time to say it: goodbye, goodbye..."



quarta-feira, 28 de julho de 2010

No dia em que eu fui mais feliz.

Agora que todo o sufoco já passou e que a minha matrícula já está feita, posso contar como a minha vida mudou drasticamente nos últimos 3 dias.

Dia 26 de julho de 2010: Acordei tarde e roi todas as minhas unhas esperando o resultado sair. Eu tinha certeza que não tinha passado, mas uma coisa dentro de mim gritou: "Paula, não perca a esperança" e eu não perdi. Deu 17 horas e uma amiga minha veio me falar que eu havia passado, eu desesperei porque o site da universidade não abria aqui em casa. Mas abriu. E lá estava. Eu aprovada em Biologia, no meio do terceiro colegial e na federal de Uberlândia. E minha irmã (que havia trancado a nutrição na UFU também passara para Biotecnologia). A festa foi uma loucura, fui pintada, levei ovada e todo o resto. Mas quando eu deitei a cabeça no travesseiro, eu pensei: "Quero entrar".

Dia 27 de julho de 2010: Acordei cedo e comecei (minha mãe, na verdade rs) a ligar para todos os contatos necessários para ter a chance de entrar. Advogados que não sabiam resolver o meu problema até que eu achei a advogada certa. Fui até ela, corri atrás de documentos, foto 3x4. Era 7 horas da noite e eu estava no CESEC que é o lugar onde eu iria fazer a prova para conseguir um diploma de Ensino Supletivo. Entrei para começar as provas... Eram 11 e eu consegui fazer 4. Teria de voltar no dia seguinte. E por sinal, o dia seguinte era o dia obrigatório para fazer minha matrícula na UFU.

Dia 28 de julho de 2010 (o grande dia): Acordei super cedo e fui direto para o CESEC para terminar as provas. Hora vai e hora vem, terminei as provas. 11:30 da manhã e a matrícula seria das 13hrs até as 16hrs. Fui embora para a casa da vovó para almoçar, eu estava exausta e não sabia o que estava por vir. Quando eu estava me aproximando da casa da minha avó, meu celular tocou e a moça do outro lado da linha disse: "Senhorita, você esqueceu de fazer a prova de história...". Desliguei o telefone e disparei a chorar, o desespero começou a tomar conta de mim. Eu almocei rapidamente e voltei ao CESEC. Todos que estavam lá me reconheceram como "a menina que não fez a prova de história". Eu tinha certeza que havia feito a prova e jurei (em pensamento) que eles perderam minha prova... Mas não contestei. Fui lá fazer as 30 questões. Já era mais de 12:30. Fui entregar a prova para a moça e recebi um: "Paula, não precisa mais. Já achamos sua prova." A raiva e o desespero voltaram a tomar conta de mim. Fui para a recepção e lá estava minha mãe dizendo que a advogada havia dito que minhas liminar (necessária para pegar o histórico no CESEC) não havia chegado, mas que ela estava indo no fórum da cidade resolver isso. Eu fiquei insistindo para que o pessoal da secretaria me atendesse e fosse adiantando meu histórico porque minha liminar estava chegando, mas não adiantou. Mais desespero, não daria tempo. Era mais de 14:30 e minha advogada disse: "O oficial de justiça está indo levar sua liminar". Respirei aliviada. O oficial chegou e entregou ao diretor do CESEC as liminares de um monte de gente. Eu implorei, minha mãe implorou e nada deles liberarem meus historico. 30 minutos para as 16 horas. O pai de uma amiga que estava lá pelo mesmo motivo, me disse: "Eu pego seu histórico e levo pra você na UFU. Agora voa pra lá!". Eu peguei minha bolsa e sai correndo, minha mãe dirigiu numa velocidade impressionante e no caminho, o pai me ligou e disse: "Seu historico ta na minha mão, o da minha filha ainda não. Tô esperando, pede pra alguém pegar o seu". Pedi para minha mãe e desci correndo do carro e para a minha felicidade e emoção, quando eu passei correndo por uma mesa cheia de pessoas (que só depois eu me toquei que eram meus veteranos, haha) elas começaram a gritar: "CORRE, bixete!" e uma esperança tomou conta de mim novamente. Faltavam alguns minutos para as 16 horas e eu fui presa em uma sala com porta de vidro e alguns veteranos estavam do lado de fora. A mulher que me prendeu, liberou as matriculas para até 16:30. Quase chorei de alegria. Minha mãe havia mandado um moto-táxi buscar minha liminar. Era 16:20 e nada dos meus documentos chegarem... O que fiz? Comecei a chorar. E novamente meus veteranos estavam lá, do lado de fora da sala, fazendo gestos que diziam: "Calma, bixete". Exatamente 16:26, eu vejo minha irmã se aproximando balançando um papel no ar. Eu comecei a pular e meus veteranos começaram a sorrir animadamente. Corri para a sala da matrícula e depois de assinar muitas coisas, lá estava começando a cair minha ficha: eu me tornei uma universitária. Sai da sala e quando voltei para onde estava fechada a porta de vidro, vi uma multidão de pessoas me esperando do lado de lá da porta de vidro: meus veteranos e eles estavam lá me esperando (fui a última a fazer matrícula...). Quando a porta de vidro abriu, perguntaram: "Deu certo?", eu fiz que sim com a cabeça e a gritaria e as palmas vieram.


É isso. Agora tenho que esperar dia 9 de agosto para as aulas começar. E eu estou com o sentimento de que fiz a escolha certa. Tanto esforço, valeu a pena. Sou uma univeristária. Tenho mais coisas para dizer, mas não nesse post...


FELICIDADE! *-*





terça-feira, 27 de julho de 2010

O homem mais lindo do mundo.

Eu vivo dentro de uma caixa chamada "mundo da fantasia" e ele, aceita que eu viva ali, mas todos os dias vem dar uma espiada e fazer vários furinhos novos para me fazer respirar o ar do "mundo real".
Ele parece uma criança. Decora falas de desenhos animado e as recita animadamente para mim muitas vezes, disputa em jogos de computador comigo e me conta piadas sem graça.
Ele é um filósofo. De verdade, pois ele está na faculdade de filosofia. E se eu digo "Hoje o dia está lindo", ele me vem com alguma fala filosófica sobre isso.
Ele tem umas entradas no cabelo que o deixa charmoso. Muitas vezes ele já foi chamado de Humberto Martins por mim, só faltaria as covinhas.
Ele não gosta de cozinhar, não cozinha muito, mas quando decide ir para a cozinha, uma coisa é fato: qualquer cheff perderia fácil pra ele.
Ele tem um cheirinho bom e um jeito melhor ainda de me abraçar sempre.
Ele é definitivamente homem mais lindo do mundo. E hoje é o aniversário do homem mais lindo do mundo. Mesmo ele não gostando de aniversários e falando que não se importa com datas, eu digo: seu aniversário é uma das coisas mais importantes pra mim e eu te amo. Amo de um tanto que talvez você não saiba por eu não demonstrar tanto.


Mas é isso, papai. Parabéns por mais um ano de vida. Você é meu herói. ♥

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Miss you.


"Nossa amizade é tão expressiva. Ao mesmo tempo recente e tão eterna. Eu sei que no nosso jeito de não dizer 'eu te amo' à toa, de rir depois de um 'tô com saudades', não vivemos mais distantes. Eu preciso chegar em casa logo pra te contar o que aconteceu no meu fim-de-semana e te dar bronca pelas tuas fugas da madrugada. Então você me diz que me falta experiência e eu me surpreendo de não sentir ofendida por isso. Você pode. Pode dizer o que quiser sem me deixar mal, porque afinal, quem mais me ouviria durante uma longa tarde de domingo, numa das minhas crises?

(...)

Você, que me protege e me aconselha como um amigo deve fazer sem esperar nada em troca. E que jamais me negou companhia, mesmo morando longe demais pra me ver. Seria injusto sofrer por você, porque isso só me afastaria. E nós não podemos mais viver sem nossa cumplicidade."

(Verônica H.)


sábado, 3 de julho de 2010




Não sei muito de futebol e nem mesmo sou apaixonada por jogos que não sejam da Copa do Mundo. Talvez essa foi a primeira vez que eu me importei realmente com a Copa. Em 2006, eu não me importei quando o Brasil perdeu e em 2002, eu comemorei como toda criança de 8 anos comemorou. Bom, então... Estamos em 2010 e eu estou aqui com meus 16 anos.


Poucas pessoas botavam fé no Brasil, ouvi muita gente dizendo que o Brasil não passaria da primeira fase, algumas pessoas falavam que o Brasil ia pra final contra a Argentina, mas que perderia feio. Ninguém acertou, mas acredito que quem mais se entristeceu foram as pessoas que, assim como eu, acreditaram desde o início do primeiro jogo até o último segundo do jogo contra a Holanda.Desde o primeiro jogo, eu gritei, quase arranquei meus cabelos, bati no sofá, quis bater em alguém, pulei de felicidade e toquei vuvuzelas. Mas no jogo decisivo contra a Holanda foi diferente... Uma agonia tão grande tomou conta de mim que meu coração se manteve disparado durante os últimos 20 minutos inteiros, juro. Mas estava lá 2 a 1 para a Holanda e até o momento final eu acreditei que o Brasil faria um gol para o jogo ir para a prorrogação. Meu coração doeu e as lágrimas começaram a descer. Estava acabado!
Mas o Brasil ainda é a única seleção que participou de todas as Copas, o Brasil ainda é a única seleção com 5 vitórias. E eu não vou dizer que estou envergonhada, como muita gente vem dizendo, eu vou dizer exatamente o contrário: ainda tenho orgulho da nossa seleção e sempre terei! Até 2014 para enfim conquistarmos o hexa, ♥


domingo, 13 de junho de 2010

Cartas para Julieta.

Um filme romântico maravilhoso. Nada de muito dramático e é tudo muito simples e puro. A história de um verdadeiro amor que indiretamente gera o nascimento de outro verdadeiro amor. No fim, me esbaldei em lágrimas de felicidade com uma mistura de vazio por saber que amores assim, infelizmente, não existem e por ter percebido que faz muito tempo que não gosto de ninguém.

E tem também a trilha sonora que agora não sai da minha cabeça:

"Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all there's left to do is run
You'll be the prince and I'll be the princess
It's a love story baby just say yes"

domingo, 30 de maio de 2010

Um ano.

Um ano. Há exatamente um ano atrás eu estava andando por essa cidade inteira atrás de vocês, eu estava ouvindo o cd Redenção no carro de uma amiga e eu estava entrando no fotolog de todos vocês para tentar descobrir onde vocês estavam. Há exatamente um ano atrás, eu estava parada na porta de um hotel e logo depois, estava trancada dentro desse hotel e logo depois estava abraçando vocês. Eu senti o perfume de cada um e senti o toque de cada um. Eu sorri abobalhada e eu lhes entreguei os cartazes que havia feito com minhas amigas. Eu tirei fotos e recebi autógrafos na minha blusa daquele fã-clube. Há um ano, vocês estavam entrando na van e eu estava caindo de joelhos na porta do hotel de tanto chorar. Há um ano, eu estava indo para o melhor show e vi a van de vocês pela rua novamente. Há um ano, eu cantei e gritei todas as músicas. Há um ano, o Tavares me fez aquela cara durante o show que eu nunca vou esquecer. E há um ano, no fim do show o Lucas agradeceu às meninas do hotel. Há um ano atrás, vocês saíram do palco e eu senti uma descarga de dor em todo meu corpo. Eu fiquei mais de 12 horas correndo e andando e gritando e chorando, mas eu faria tudo com o maior prazer se me fosse permetido. Eu espero vocês voltarem ou eu ir até o encontro de vocês... E tenho certeza que isso irá acontecer. Eu amo vocês demais.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes...


Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes esses dias que eu comecei a pensar em uma porção de coisas. O texto começava com a seguinte frase: "Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos." Não foi ontem e nem hoje que eu comecei a sentir muitas das minhas amigas distantes e ler esse texto só me fez pensar ainda mais. Existem pessoas que estão na minha vida e não sabem o valor que elas possuem... Porque, às vezes, elas agem como se não houvesse nada de importante entre nós. Eu sempre sofri com esse tipo de situação, sempre ia desabafar com alguém e acabava chorando. O que eu poderia fazer?!

Mas dessa vez está sendo diferente. Eu não vou ficar chorando e nem desabafando o tanto que eu-gosto-daquelas-amigas e o tanto que-elas-são-as-melhores-amigas-do-mundo-que-eu-sinto-tanta-falta. Eu sempre fiz tudo pelas pessoas que eu amo, tudo mesmo. Coisas de piscianas que querem ver todos bem. Mas eu cansei. Cansei! Eu tô cansada de ter que acordar e saber que vai ser a mesma história cansativa todos os dias. Cansei de esperar tanto das pessoas e quebrar a cara toda hora. Cansei de contar tudo pra quem eu acho que mereça saber da minha vida e não receber nenhuma confissão em troca. Será que elas sabem o tanto que é ruim ouvir alguma coisa delas? Como se eu fosse apenas uma colega de sala que ouviu a fofoca? Eu escondi minhas expectativas em algum lugar onde eu nunca mais vou encontrá-las, cansei de esperar tanto das pessoas e cansei de depositar tanto em quem sempre deposita-e-nãodeposita em mim. Cansei de amizades de fases e cansei de chorar. Se não fazem questão, eu também não faço.

Eu amo cada uma delas de um tamanho que eu nem sei explicar. Mas eu não vou correr atrás e não vou exigir nada de ninguém. Eu vou conversar normalmente se elas conversarem normalmente, eu vou guardar meus segredos para mim se elas guardadem o delas entre elas. Eu vou ficar na minha, sem sofrer. Eu ainda tenho aquelas que estão ao meu lado, independentemente de qualquer circunstância ou acontecimento.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tempestade e sonhos.


Novamente eu sonhei com você. Um dia desses, minha mãe sussurrou que isso entre nós já está virando paixão. Eu não disse nada, pois não sei se já está virando ou se apenas continua sendo paixão; porque nesses últimos meses - quase um ano - você sempre me encantou com cada gesto seu, mas eu nunca afirmei que estava apaixonada (e não vai ser agora que afirmarei).

Mas voltando ao sonho. Eu te liguei e te chamei para ir ao cinema naquele dia (como se fosse fácil assim), mas como acontece só nos sonhos, você aceitou e disse que ia levar aquele seu amigo.
Você chegou e lembro bem de nós e seu amigo no carro. Você estava com uma blusa branca que te deixou dolorosamente lindo.

Como em um flash, lá estávamos nós três mais algumas amigas minhas na escada rolante. Eu ria de tudo e você também. Eu me senti feliz plenamente e não me importaria se eu ficasse parada naquela cena do sonho para sempre.

Lá estávamos ela no cinema, você ao meu lado me abraçando. Antônio Fagundes, Débora Bloch e Denise Fraga na tela do cinema. Minhas amigas rindo, a Denise Fraga em pé em cima de uma mesa e o Antônio Fagundes parado na porta perguntando o que estava acontecendo.

Outro flash e as luzes se acenderam. Mas você não me deixou levantar. Só ficou o nosso grupo e todas as outras pessoas da sala saíram. Você me fez prometer que não iria fazer nada, eu não entendi o que você queria dizer e você segurou meu rosto com as duas mãos, colando nossas bocas em seguida.

Último flash. Um trovão. Acordei com raiva e olhei meu celular: 3:35 da manhã. Respirei fundo e fechei os olhos delicadamente esperando voltar ao sonho. Em vão.

domingo, 9 de maio de 2010

Eu prefiro morrer sua amiga.


“Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre. Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Temos um problema geográfico.

“Temos um problema geográfico. 
Você quer abraçar o mundo e eu ficaria contente em abraçar você.”

Você me provoca...


“Você me provoca, você me pertuba. Joga água e sai correndo. Atira a pedra e me acerta de raspão. Me espia no escuro e mostra a língua. Me xinga. Me atiça. Invade o meu sossego. Meu refúgio. Pisa no meu ninho com os sapatos sujos. Na minha toca. Sem saber o meu tamanho, até onde vai meu bote, você me provoca achando que não há perigo. Sem conhecer a força da minha mordida, o tamanho dos caninos. Você me provoca sem esperar a picada. Sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amigos.

"Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade."

Vem comigo.


“Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo.” (Caio Fernando Abreu)

Querida amiga.

Querida amiga,

Eu não vou começar falando seu nome, porque você pode ser "qualquer uma". Por isso o "querida amiga", porque isso é para você "minha amiga" e não para você "pessoa específica".

Hoje é dia 12 de abril, o aniversário do Tavares, você sabe o quanto que essa data significa pra mim, né? Eu lembro que no dia 12 de abril do ano passado não estava fazendo tanto frio igual hoje, eu não estou conseguindo nem digitar direito, mas eu preciso digitar porque você é minha amiga e eu preciso te dizer isso.
Esse final de semana aconteceram coisas estranhas, parecia que o que era tão gigantesco estava ruindo. Eu queria ter entrado na sua cabeça e ter tomado conhecimento do que você pensava sobre tudo isso, será que você se importa? Porque eu me importo, quer dizer, eu me importo tanto que seria insuportável ficar feliz enquanto eu sentisse a agonia que eu senti nesse final de semana. Mas hoje tudo se ajeitou, de maneira estranha e lenta, mas se ajeitou.

Sabe, independente do tempo ou do grau de "confiança" (não é bem essa palavra), você é importante para mim. É sim e muito por sinal.

E eu estou escrevendo isso para te pedir que nunca você deixe a vida nos afastar, eu quero dizer que nem se o mundo falar "Se não for sem ela, não vai ser" você vire e responda "Beleza, prefiro que não seja, mas ela vai estar comigo". Não sei se eu me expressei bem, mas o que eu quero dizer é que eu já perdi por um período curto de tempo você e não foi uma experiência legal, porque amigos meus são aquele tipo de pessoas que chamamos de "joia" ou "diamante", sei lá, mas você é rara. Raríssima e é uma honra te ter na minha vida.

Um dia eu li em um texto a seguinte frase: Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar. E isso se aplica certamente no meu sentimento em relação à você. Eu sou capaz de fazer o possível (e o impossível) para resgatar o que sempre fomos toda vez que eu sentir que a gente está se perdendo, porque o que sempre fomos faz parte do que eu sou. E eu não quero perder uma parte de mim, eu não quero perder a melhor parte de mim.

É por isso que eu termino esse texto aqui dizendo que Eu te Amo. Você nem imagina, mas eu gosto muito das risadas, gosto muitos das pequenas confidências, das brincadeiras, das caretas, das fotos, eu gosto de tudo. Eu já me chateei com você sim, mas se não houver chateações, pode ter certeza que o sentimento não é real. E está aqui a prova do meu sentimento verdadeiro por você. Eu não quero ter que viver sem você, eu não quero que climas estranhos predominem... Eu só quero que nós sejamos sempre: a-m-i-g-a-s.

"Na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos. "

quarta-feira, 24 de março de 2010

Frágil.

Chega um ponto que viver só de sorrisos e assim conseguir enganar todos ao redor é praticamente insuportável.


  
"Frágil - você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço."

sexta-feira, 5 de março de 2010

Um avião e um sonho.


Estava tendo uma festa naquela escola gigantesca. Eu lembro bem que eu estava com uma blusa de manga longa vermelha e com uma calça jeans. Havia piscina, gente para todos os lados, um ambiente fechado enorme - cheio de salas onde havia gente se beijando -, havia um quintal gigantesco e meus amigos também estavam lá.

Tudo estava normal até que o Rafael disse:

- Vou lá... - E piscou para minhas amigas, me ignorando completamente. Minhas amigas riram e olharam para mim como se nada estivesse acontecendo.

O Rafael já dirigia, ele jogou a chave do carro para o ar e pegou rapidamente enquanto ajeitava seu boné vermelho. Continuamos na festa e depois de um tempo uma chuva assustadora começou. Eu entrei correndo para dentro do ambiente fechado e me deparei com Rafael sorrindo maliciosamente.

A Alana olhou para ele e sussurrou:

- Você buscou ele? - Eu levantei uma sobrancelha e não pude deixar de perguntar.

- Buscou quem? - Eu rocei um labio em outro e Rafael me olhou.

- O Leandro... No aeroporto. - Eu arregalei os olhos e achei que era brincadeira, até que ele prosseguiu. - Ele está hospedado naquela casa enorme que tem aqui perto. - Um trovão me fez encolher e cruzar os braços em sinal de tensão e de um disparar de coração tão intenso que chegava a doer.

A Amanda, Ana Laura e Luísa chegaram e perguntaram se a Alana já havia me contado. Eu assenti com a cabeça e sorri.

- Vocês conversaram? - Rafael fez que sim com a cabeça e colocou o dedo indicador no lábio.

- Mas é segredo. - Enruguei minha testa e olhei para minhas amigas, uma de cada vez.

- Vamos lá comigo? - Elas sorriram e bateram palmas animadamente. Era óbvio que elas iriam.

A chuva não havia diminuido e saimos correndo pela cidade, eu estava molhando e sentindo as gotas baterem fortemente contra meu rosto. Eu não ligava, eu iria te ver.

Quando eu cheguei no devido endereço que o Rafael disse que havia te deixado, eu olhei para uma janela do terceiro andar e lá estava você. Debruçado sobre a janela, os braços presos entre o seu peito e a janela e seu boné preto virado para trás estava ali, exatamente como eu te imaginava. Minhas amigas me empurraram e falaram:

- Vai lá. - Você ainda não havia me visto.

Eu corri em direção à porta e o vento me fez estremecer. Corri escadas acima gritando seu nome:

- Leandro? Leandro? - Eu disse com uma mistura de lágrimas e gotas de chuva escorrendo pelo meu rosto. Quando cheguei no quarto onde você estava na janela, você não estava mais lá e o vento batia a janela com força contra as paredes. Um raio acompanhado de um alto trovão me assustou. Eu desci as escadas e fui novamente para o lado de fora da casa, minhas amigas me olharam assustadas e perguntaram o que havia acontecido:

- O que foi? - Eu tremi meus lábios que estavam vermelho de frio.

- Não foi... Ele não estava mais lá.

- Paula, larga de ser boba, procure em outros cantos da casa. - Eu sorri e assenti com a cabeça, corri novamente para dentro da casa e percorri todos os cantos.

Até que cheguei em uma sala escura onde haviam aproximadamente 9 pessoas vendo TV. Você era uma dessas 9 pessoas e meu coração queria pular em sua direção quando eu te vi. Eu passei correndo na sua frente e nem te dei a chance de me olhar, puxei sua mão e corri para o corredor. Antes que eu tentasse dizer algo, você me puxou e me abraçou. Ah, aquele abraço.

Ficamos conversando encostados naquele corredor por um bom tempo, até que você me levou para casa e disse que estava tarde.

- Mas amanhã eu quero te ver. - Você sussurrou depositando um beijo na minha testa que só naquele momento estava se secando da chuva.

- Você vai embora quando? - Eu sorri tristemente já imaginando a resposta.

- Amanhã depois do meu curso. - Eu pulei em seu pescoço e te abracei com toda a força que eu encontrei dentro de mim. Eu quis gritar que você podia ficar lá em casa para sempre, mas eu não podia. - A gente se vê no shopping, ok?

Quando eu entrei no msn assim que voltei pra casa, você entrou também e me mandou:

"Eu preciso te ver de novo, promete que não vai me 
deixar ir embora sem te abraçar uma última vez?"

Mas antes que eu respondesse, eu acordei com a minha irmã me chamando. Foi só aí que eu vi que tinha sido só mais um sonho louco que me deu raiva quando acabou.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Coming Soon.

O ápice da gritaria de fãs está previsto para julho, depois da Copa, com a turnê dos guris americanos do All Time Low, em dias, locais e cidades a definir.

Espero que dessa vez não seja mentira desse site que postou a frase acima. Já que é o mesmo site que havia dito que eles viriam em maio... Mas:

As donas do site All Time Low BR estão postando que estão havendo negociações para o All Time Low em 6 cidades. Um garoto criou um tópico na comunidade oficial dizendo "Coming Soon" e não quer dizer o que é, mas O QUE É está óbvio pra quem quiser ver. O Gabe Simas postou no twitter que "Ouvi dizer que you can count Maria in pro final de julho." e "Dear Maria, count me in" é uma das músicas hits do All Time Low.

Eu não estou suportando essa ansiedade, ainda mais sabendo que SIM, se eles vieram eu VOU Sim, meu pai vai me levar. Meu sonho vai se realizar, meus bebês vão estar ali bem na minha frente. Estou sem condições de falar sobre isso, outra hora eu posto sobre ídolos, ansiedade, shows e etc. Como é difícil essa vida de fã.



It's gonna be my year...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um homem sabe como enganar uma mulher apaixonada.


Você sabe bem que pode passar a noite aqui e ir embora de fininho enquanto eu fico encolhida debaixo das cobertas e ainda sonho com os próximos 200 anos ao seu lado, você pode me deixar um bilhete escrito "Me perdoa". Aí eu vou acordar, ler o bilhete e vou querer arrancar cada fio de cabelo esperando que aquela dor sufocante se torne menor do que a dor externa. Eu te xingarei de todos os possíveis nomes feios e xingarei até a sua tataravó. Mas depois de tanto chorar, pensando que você nunca mais vai voltar, o telefone vai tocar.

Eu vou encará-lo por alguns segundos enquanto sinto minha boca com aquele gosto salgado de uma lágrima azeda. Vou levantar correndo da cama e pular em cima do celular, respirarei fundo e direi "Oi" da maneira mais seca que eu puder.

Você vai fazer uma voz de cavalheiro, me pedir milhões de desculpas e vai dizer que só não estava se sentindo bem, mas que voltava pra casa naquele dia ainda. Eu vou sorrir e meu peito vai inflar de ar novamente. Mesmo que eu não deva acreditar em você, eu acreditarei, porque algo em mim insistirá em dizer que você é aquele.

Eu ficarei deitada na cama o resto do dia e quando o sol já estiver nascendo no Japão, meu interfone vai tocar. Eu vou atender, vou te pedir para subir e quando eu abrir a porta com os olhos inchados, aquele roupão rosa choque - que você sempre amou, eu vou me deparar com a cena mais linda da minha vida. Você vai estar ajoelhado, com um buquê em uma mão e uma caixinha em outra e a primeira coisa que você vai dizer vai ser:

- Fiquei rodando a cidade inteira procurando algo decente, mas não tinha... Tive que ir em uns outros lugares, demorei demais e eu não acredito que você chorou. Era só uma surpresa, eu nunca iria embora sem te dizer 'Tchau', você é louca, amor? - Eu irei assentir com a cabeça enquando as lágrimas escorrem pela minha bochecha e você vai continuar falando disparadamente. - Eu ia comprar um de ouro, mas deixa o de ouro pra hora de trocar as alianças, por isso que eu comprei esse daqui, espero que você goste... Ai, calma, me ajuda aqui... - Você vai me entregar as flores e vai abrir a caixinha enquanto eu aspiro o perfume doce. - Enfim... Desculpe, mas você quer viver pelos próximos 200 anos ao meu lado?

You owe me nothing in return.



Vou te dar quantias incontáveis
de um verdadeiro acordo, se você quiser
Vou te dar incentivo para escolher o caminho que quiser, se precisar.


Você pode falar de raivas e dúvidas
Seus medos e loucuras, que vou escutar.
Você pode dividir relatos vergonhosos de sua vida, e não vou julgar.

E não há nenhum compromisso...

Você não me deve nada
por eu dar o amor que eu te dou.
Você não me deve nada
por eu me preocupar como tenho me preocupado.
Só te agradeço por receber, é um privilégio meu
E você não me deve nada em troca

Você pode pedir espaço para si mesmo
e só para si mesmo, e eu vou conceder.
Você pode pedir liberdade também
ou tempo para se divertir, que você terá.

Você pode pedir para viver sozinho
ou amar outro alguém, que eu vou apoiar.
Você pode pedir o que quiser
qualquer coisa, e eu vou entender.

E não há nenhum compromisso...

Aposto que você quer saber
em que dia vai cair o próximo acerto de contas.
Aposto que você quer saber
quando minha polícia condicional te forçará a pagar.
Aposto que você quer saber
até onde se remexeu pra se endividar de novo.

Essa é a única forma de amor,
que eu acredito realmente existir.

Você pode expressar suas verdades mais profundas
Mesmo que signifique perder você, eu vou ouvi-las.
Você pode cair no abismo,
ou no caminho para a sua felicidade,
que vou me identificar com isso.

Você pode dizer que dará uma saída da cidade
Pra ir atrás de sua paixão, que vou ouvir isso.
Pode até chegar no fundo do poço,
Ter crises da meia idade, e vou agüentar isso.

E não há nenhum compromisso...

Você não me deve nada
por eu dar o amor que eu te dou.
Você não me deve nada
por eu me preocupar como tenho me preocupado.
Só te agradeço por receber, é um privilégio meu
E você não me deve nada em troca.