terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eterno.

Eu tenho um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Minha amiga Alana também tem um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Compartilhamos esse amor há um tempo. Sem ciúmes (entre nós duas, haha), sem discussões. Trocamos fotos, informações e aflições. Ninguém entenderia se eu tentasse explicar tamanha compatibilidade e coincidências estranhas que o envolvem.

E há algum tempo, tivemos uma ideia: eternizar esse nosso amor. Decidimos fazer uma tatuagem. E o Tavares tem uma tatuagem no peito de um coração alado. Olhamos pra essa tatuagem e decidimos que era aquilo que nós faríamos. Depois de um ano combinando, finalmente fizemos.

"E se vocês brigarem?", "E se vocês não gostarem mais dele?". É o que estão me perguntando. Mas olhem para a tatuagem: é um coração alado. Tem algum escrito? Tem alguma declaração de amor ali? Não, não tem.

Nós fizemos isso com a intenção de eternizar isso que está acontecendo nesse momento da nossa vida. E mesmo que se passem mil anos e eu não goste do Tavares mais ou até mesmo tenha me afastado da Alana, é uma lembrança ótima e linda da minha adolescência.

As pessoas no futuro vão ver e vão pensar: "Legal! Um coração com asas". Mas eu vou ver e vou entender eternamente o motivo real dessa tatuagem. Mesmo que o sentimento não permaneça o mesmo, as memórias estão marcadas.



No matter what they say. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"A maioria dos meus amigos de hoje..."


"A maioria dos meus amigos de hoje foram grandes amigos do passado, que cresceram comigo, sofreram comigo, melhoraram comigo. São pessoas que eu admiro muito e que, mesmo com seus defeitos, me acrescentam, me fazem bem pra alma."

20 de novembro de 2007.


Parei para pensar e percebi uma coisa: ela é uma das poucas pessoas que sempre esteve ao meu lado, sempre esteve disposta para conversar, rir e fazer tudo aquilo que grandes - melhores, bons - amigos fazem. E olha, ela nem está ao meu lado literalmente. Mas estamos aí, há 3 anos e alguns dias.

Eu te amo, amiga.


Espero um dia te encontrar e poder te abraçar
Tuas palavras de conforto que sempre me acalmaram
Eu sei que você pode me ouvir, mesmo estando tão longe daqui.

domingo, 28 de novembro de 2010

Corra.


Ela decidiu correr. Sem direção e sem hora certa para parar. Ela só precisava correr. As lágrimas sendo levadas embora pelo vento que batia forte contra seu rosto. Os lábios que estavam vermelhos e trêmulos estavam forçados a se manterem pressionados um contra o outro. Os cabelos voavam de forma desarmoniosa e se embaraçavam a cada passo (per)corrido. Ela estava fugindo, sim. Ela precisava fugir. Ela não sabia se teria algum êxito com tal tentativa de fuga, mas ela precisava tentar. Sem olhar para trás por cima dos ombros, porque senão ela tropeçaria e cairia. Só correr. Olhando para frente e prometendo para si mesma: “Essa foi a última vez que eu amei, que eu me feri, que eu feri alguém”. Ela só não sabia que, logo ali na frente, ela trombaria com um rapaz que estava vindo correndo da direção oposta. É esse o ciclo da vida: você ama, você sofre, você jura nunca mais amar, você foge, mas quando você menos espera… Está começando tudo de novo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Infância, adolescência e eternidade.


"Mas tanto tempo de convívio me trouxe certa prioridade que eu valorizo muito. Gosto também de quando falo, porque por mais que você não entenda, me apoia. Você me dá esperanças nas minhas paixões platônicas e na vida que eu levo cabeça a dentro. Aliás, essa é a nossa maior diferença: você pensa sobre o que você vive, e eu vivo sobre o que eu penso. Somos opostas e ainda assim nos compreendemos.


Saio de casa e o cenário está todo lá: as árvores onde a gente subia, a casa que jurávamos assombrada, os muros que agora parecem altos, nosso eterno refúgio de criança que guarda as marcas da infância. Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dez anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas, teremos casas vizinhas (se um dia você voltar do Rio), jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar." 

(Verônica H. - mais uma vez ela disse o que
eu quero e não consigo)

A eterna companhia da minha vida.


"Eu aprendi a lidar com a sua distância repentina, e você com a minha. Chegamos num ponto de entender a necessidade de silêncio uma da outra. Eu aprendi seus filmes preferidos e você os meus, eu descobri que podia te ligar às duas da manhã e você descobriu que as palavras de 'estou aqui pra você, sempre' eram mais reais do que imaginava.
A gente se conheceu e ponto. Nos escondíamos por trás de roupas e afastávamos olhares como quem protege o coração de mais decepções. Eu precisei falar demais pra esconder a falta de ter a quem dizer e você me ouviu. E me ouviu por mais três longos anos, sendo minha fuga num lugar com tanta gente e tão pouca afinidade. Você é minha fuga. É minha maior confiança.
Mas agora você vai. Não pra sempre, mas pra longe. E eu fico só de novo, e sinto tanto a sua falta... Você é meu apoio.
Amiga como você não é fácil de encontrar, mas é ainda mais difícil perder. A distância não vai ser suficiente. Espero que você veja em mim o que eu sempre vejo em você: a eterna companhia da minha vida."

  (Verônica H.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pois é.


O que você nunca vai saber.
Verônica H.

Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

Só eu sei quanta falta você me faz.

Mensagem apagada com sucesso.


Você me irrita fácil, mas eu já te disse milhares de vezes: a raiva não dura mais do que 24 horas. É sempre assim. Eu me irrito, mas antes de chegar aquela mesma hora do dia seguinte, minha raiva... Puff, sumiu.

O problema é que eu nunca tinha experimentado o que era ficar magoada de verdade com algo que você me disse. E foi isso que aconteceu. Mensagens no meu celular com palavras que eu não gostaria de ter lido e que seria melhor se você não as tivesse dito. Não daquela forma. E foi crescendo um sentimento dentro de mim que eu não havia sentido por você até então. Uma mensagem chegava, eu respondia e apagava. E assim foi com todas as seguintes que só serviram para me tirar uma noite de sono. 

As mensagens foram apagadas com sucesso, mas eu queria ter esse mesmo sucesso com a mágoa que eu ainda estou sentindo. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vou guardar tudo pra mim?

 

"Já passou", 
"vai me achar uma idiota",
"é segredo", 
"pode piorar tudo":
Tantos motivos pra não dizer...  
Mas se não desabafar, vou guardar tudo em mim?" 
(Verônica H.)