segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Chico Buarque.

"...Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz"

Maria Rita.


"...Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena"


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Verdade.


"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora nesta minha vida de retinas fatigadas. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Você voltou, revirou tudo.


Quando eu menos esperava, você me procurou. Você chegou e me disse 'Oi', esperando que eu ajoelhasse em seus pés e te dissesse o tanto que eu senti sua falta. Eu não fiz isso, por mais que meu impulso pedisse para que eu fizesse. Eu comecei te explicar o estrago que você fez nos últimos meses, eu fiz questão de jogar tudo na sua cara, principalmente a parte em que você me ignorou quando eu estava péssima de tanta saudade. E sabe o que você fez? Você fez questão de dizer que eu podia te ignorar se eu quisesse e que você também estava péssimo, logo... Você entenderia. Eu não tenho dúvidas que você fez isso para jogar com a minha capacidade de te perdoar, de te aceitar, de te receber, de te amar. Quando você disse que eu podia te ignorar, eu quis rir... Eu quis rir porque você sabe, melhor do que ninguém, que você é o meu ponto fraco, que eu não consigo te ignorar, que eu não consigo te mandar pra outro lugar que não seja meu peito.

O problema, o maior problema, meu bem... É que eu estava acostumada. Eu estava acostumada a acordar e a ter a certeza de que você não apareceria e por medo de ser ferida novamente, eu não te procurava. Eu acordava sabendo que a minha saudade já estava esmagada no mais fundo do meu peito e já estava quase morrendo de tão sufocada. Eu, juro, que estava aprendendo a viver sem você; coisa que se me perguntassem ano passado, eu diria que era impossível. Eu, viver sem ELE? Haha, outra piada, por favor. Viu como as coisas mudaram em tantos meses?

Mas aí, de repente, do nada, subitamente, você apareceu. Você voltou. Sabe quando não sabemos qual reação ter? Eu não sabia o que estava sentindo. Uma agonia gigante tomou conta de mim, eu queria chorar, mas queria distribuir sorrisos por aí. Eu queria chorar, porque eu sabia que não teria forças para te mandar embora. Eu queria distribuir sorrisos, porque eu sabia que a saudade havia ressuscitado e eu me lembrei, em questão de segundos, de tudo que nós já passamos.

A questão maior é que você tem seus mistérios. Nós já conversamos duas vezes desde que você voltou. Mas você tem seus mistérios, você é inconstante e você aparece quando quer. Eu já me acostumei com suas idas e vindas, já me acostumei mesmo. Mas, eu quero essa vida pra mim? Eu quero acordar com dúvidas se você aparecerá ou não? Era mais fácil lidar com a certeza de que você não viria.

E agora milhares de pensamentos rodam minha mente. Eu só queria saber se vale a pena te apagar da minha vida novamente ou se vale a pena ter de tempos em tempos uma dose de felicidade contigo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Pega minha armadura, inimigo.


"Taí. Tá bom. O amor venceu. Você venceu. Venceu. Venceu. Venceu. E eu acabo de descobrir, simples assim, a única maneira de me livrar desse sentimento: aceitando ele, parando de querer ganhar dele. Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você." (Tati Bernardi)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

S é de Sis.


Estava nos meus planos fazer tal homenagem há muito tempo, tanto que eu já havia comentado com você isso. Você deve estar pensando que não tem homenagem nenhuma e coisa e tal, mas agora que chegou seu aniversário, eu decidi fazer. Desculpa por não ter feito ontem que foi o dia certo e desculpa também por não ter comprado seu presente. Mas esse presente vai chegar igual a homenagem está chegando.

Eu sempre fico procurando as palavras certas na hora de falar sobre a nossa amizade que já não é apenas uma amizade para mim. Eu acho que em certo ponto de uma relação de tanta confiança, a ligação já se torna tão grande que chamar de amizade é muito pouco. Por isso eu digo que você é minha irmã. Não é de sangue, mas é de coração e de todo o resto.

Tudo começou há muitos anos. Quer dizer, na quinta série você seguiu o J. comigo naquela exposição de arte que teve na escola e você era minha colega de vôlei, mas nós não éramos amigas. Sétima série. Eu nunca vou me esquecer que foi um abraço em um sábado qualquer no shopping que mudou o meu conceito e mudou nossa relação que passou de colegas para amigas de verdade. A confiança fluiu naturalmente como se tivéssemos crescido juntas e aquilo foi o bastante pra que eu tivesse a certeza que você seria um dos melhores presentes que eu ganharia na vida. Vamos esquecer o tempo que ficamos afastada.

O que importa é agora. Seu aniversário de 17 anos, você já é quase uma adulta, hein? Nesse dia que sua família comemora a alegria de há 17 anos ter um anjo entre eles, eu tenho que ser sincera e dizer que no seu aniversário, eu me sinto presenteada por poder comemorá-lo com você e isso é sério.

Eu quero te desejar toda a felicidade do mundo, porque eu sei o quanto você merece. E não digo apenas aquela felicidade de estar sempre sorrindo, mas a felicidade que você conquiste ao superar as dificuldades. Desejo que seus amigos sejam sempre os melhores e que eu possa fazer bem meu papel de amiga. Desejo todo o sucesso do mundo e toda a força do mundo. Desejo tudo, de verdade. E principalmente, que você conquiste todos os seus sonhos.
Saiba que você tem uma irmã aqui por você, uma irmã que é capaz de tudo pra te ver feliz.
Feliz aniversário, Sis. 17 anos não é pouca coisa não. IDOSA hahahah.
Eu amo você demais.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Diga.


? diz (19:11):
ele sempre gostou de você. posso te garantir isso
? diz (19:11):
e nunca quis o seu mal, cara.
? diz (19:11):
eu nunca ouvi ele falar de ninguém igual falava de você ):


E aí parece que pegaram meu coração e apertaram "Replay" em todas as sensações que eu sempre penso que esqueci. Lágrimas, vazio, sorrisos, saudade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma vez e nada mais.


"I will never see you again, but you were a good minute. 
Take it easy out there, you're history now."

Eu me apaixono fácil, mas não tão fácil assim. Cada situação é uma situação. Mas tem algo que acontece com frequência: eu me encanto por desconhecidos. Não digo que eu os acho bonitos, eu me encanto realmente e penso que eu tenho que conhecer aquele garoto.

Na rua, no shopping, na festa, no bar, no cabelereiro. Não importa onde. Eu preciso apenas de um olhar pra pensar milhares de coisas. Como ele chama? Será que ele é legal? Será que ele é interessante? Encantador? Educado? Cavalheiro? Será que ele tem namorada?

Eu me pego fazendo perguntas que uma criança de 8 anos se faz ao se apaixonar platonicamente por um famoso. Mas eu não me apaixono. É algo que não dá pra explicar.

O curioso dessa situação, é que no segundo seguinte que eu viro a esquina, quando eu vou embora do shopping, quando a festa acabou, quando eu vou embora do bar ou quando eu já acabei o que tinha para fazer no cabelereiro... Eu não tenho mais curiosidade alguma sobre ele. Eu só tenho uma vontade gigante de correr para as minhas amigas e contar o que eu havia visto.

Loucura ou seja lá o que for. Eu gosto de olhar para alguém e pensar que ele pode ser a melhor pessoa do mundo, por alguns segundos que seja. Não me importa se ele não era a melhor pessoa do mundo, porque eu não o conheci para ver os defeitos. Eu criei milhares de qualidades na minha mente e segundos depois, ele já era uma memória distante.

Foi assim naquela festa que eu fui sábado. Foi assim naquele cabelereiro que eu fui sábado. Foi assim naquela vez que eu fui andar na rua. Foi assim quando eu estava indo para a escola. Foi assim e continuará sendo. Eu espero, porque é entediante se contentar apenas com as pessoas imperfeitas do meu dia-a-dia. Eu gosto de criar personagens perfeitos baseados naquelas pessoas que passam por mim. Só.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quer saber?


Recaída. Quem nunca teve, certo? Todas as gordinhas que entraram em regime já comeram um chocolate escondido. Todos os alcoolatras em recuperação já beberam uma dose de vodka escondidos. Todos os futuros ex-fumantes em recuperação já fumaram um cigarro escondidos. Todos que já perderam amores e estavam se recuperando, já choraram escondidos.

Foi isso o que aconteceu. Eu, acordei hoje com a certeza de que tudo realmente acabou. Já tinha acabado há quase 4 meses, mas eu achei tudo que você me disse e senti saudades. Fácil. Eu fui cutucar na ferida, eu cutuquei o mais fundo que eu pude porque eu sempre acreditei que o que tinhamos era maior que o mundo. Eu acreditava de olhos fechados, mas quando eu decidi sumir há alguns meses, eu sabia que estava tudo se acabando. Eu sabia que eu estava saindo correndo para longe e que nem se eu quisesse te alcançaria novamente, porque você estava correndo para a direção contrária.

O sentimento ainda existe? Sim, senão não teria ocorrido tal recaída. O amor ainda dilacera e parece que estão torcendo meu estômago quando eu penso em vocês? Às vezes, nesses momentos de saudades. Meus olhos ficam esbugalhados e cheios de lágrimas? Muitas vezes. Mas calma... Isso é só uma recaída.

Eu posso te amar, mas eu segui em frente. Eu conheci alguém que se tornou especial e tampou o buraco que você causou, eu conheci alguém que não se esconde atrás de milhares de máscaras e eu tenho um carinho gigante por esse alguém. Eu tenho meus amigos, eles também não se escondem atrás de milhares de mascaras. Eu te amo, mas eu já aprendi a ignorar esse amor... Daqui uns dias, eu vou saber ignorar tão bem que esse sentimento não vai existir mais. Enquanto isso, eu fico aqui... Vivendo, te amando, te esquecendo, caindo ao lembrar de você e repetindo pela milésima vez: Vai a merda, por favor.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Olha só quem está me ignorando.


Eu te procurei e para a minha surpresa, você não me respondeu. Foi a primeira vez em quase dois anos que eu te procurei e você não quis saber de mim.

Eu sempre pensei que toda aquela história de 'sensação de impotência' era algo que as escritoras inventavam para escreverem texto que causasse mais emoção aos leitores, mas olha só... Olha como eu fiquei. Eu estou com um pouco de falta de ar e tô sentindo uma pontada na boca do estômago, estou com os olhos lacrimejando e estou com os lábios vermelhos de tanto mordê-los, tentando fazer com que essa dor interna passe. Isso não é para causar mais emoção para quem lê. É a pior sensação do mundo. A sensação de impotência. A sensação de que eu realmente perdi tudo que eu não queria perder nunca.

Eu estou fraca. Eu sou fraca.