domingo, 13 de junho de 2010

Cartas para Julieta.

Um filme romântico maravilhoso. Nada de muito dramático e é tudo muito simples e puro. A história de um verdadeiro amor que indiretamente gera o nascimento de outro verdadeiro amor. No fim, me esbaldei em lágrimas de felicidade com uma mistura de vazio por saber que amores assim, infelizmente, não existem e por ter percebido que faz muito tempo que não gosto de ninguém.

E tem também a trilha sonora que agora não sai da minha cabeça:

"Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all there's left to do is run
You'll be the prince and I'll be the princess
It's a love story baby just say yes"

domingo, 30 de maio de 2010

Um ano.

Um ano. Há exatamente um ano atrás eu estava andando por essa cidade inteira atrás de vocês, eu estava ouvindo o cd Redenção no carro de uma amiga e eu estava entrando no fotolog de todos vocês para tentar descobrir onde vocês estavam. Há exatamente um ano atrás, eu estava parada na porta de um hotel e logo depois, estava trancada dentro desse hotel e logo depois estava abraçando vocês. Eu senti o perfume de cada um e senti o toque de cada um. Eu sorri abobalhada e eu lhes entreguei os cartazes que havia feito com minhas amigas. Eu tirei fotos e recebi autógrafos na minha blusa daquele fã-clube. Há um ano, vocês estavam entrando na van e eu estava caindo de joelhos na porta do hotel de tanto chorar. Há um ano, eu estava indo para o melhor show e vi a van de vocês pela rua novamente. Há um ano, eu cantei e gritei todas as músicas. Há um ano, o Tavares me fez aquela cara durante o show que eu nunca vou esquecer. E há um ano, no fim do show o Lucas agradeceu às meninas do hotel. Há um ano atrás, vocês saíram do palco e eu senti uma descarga de dor em todo meu corpo. Eu fiquei mais de 12 horas correndo e andando e gritando e chorando, mas eu faria tudo com o maior prazer se me fosse permetido. Eu espero vocês voltarem ou eu ir até o encontro de vocês... E tenho certeza que isso irá acontecer. Eu amo vocês demais.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes...


Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes esses dias que eu comecei a pensar em uma porção de coisas. O texto começava com a seguinte frase: "Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos." Não foi ontem e nem hoje que eu comecei a sentir muitas das minhas amigas distantes e ler esse texto só me fez pensar ainda mais. Existem pessoas que estão na minha vida e não sabem o valor que elas possuem... Porque, às vezes, elas agem como se não houvesse nada de importante entre nós. Eu sempre sofri com esse tipo de situação, sempre ia desabafar com alguém e acabava chorando. O que eu poderia fazer?!

Mas dessa vez está sendo diferente. Eu não vou ficar chorando e nem desabafando o tanto que eu-gosto-daquelas-amigas e o tanto que-elas-são-as-melhores-amigas-do-mundo-que-eu-sinto-tanta-falta. Eu sempre fiz tudo pelas pessoas que eu amo, tudo mesmo. Coisas de piscianas que querem ver todos bem. Mas eu cansei. Cansei! Eu tô cansada de ter que acordar e saber que vai ser a mesma história cansativa todos os dias. Cansei de esperar tanto das pessoas e quebrar a cara toda hora. Cansei de contar tudo pra quem eu acho que mereça saber da minha vida e não receber nenhuma confissão em troca. Será que elas sabem o tanto que é ruim ouvir alguma coisa delas? Como se eu fosse apenas uma colega de sala que ouviu a fofoca? Eu escondi minhas expectativas em algum lugar onde eu nunca mais vou encontrá-las, cansei de esperar tanto das pessoas e cansei de depositar tanto em quem sempre deposita-e-nãodeposita em mim. Cansei de amizades de fases e cansei de chorar. Se não fazem questão, eu também não faço.

Eu amo cada uma delas de um tamanho que eu nem sei explicar. Mas eu não vou correr atrás e não vou exigir nada de ninguém. Eu vou conversar normalmente se elas conversarem normalmente, eu vou guardar meus segredos para mim se elas guardadem o delas entre elas. Eu vou ficar na minha, sem sofrer. Eu ainda tenho aquelas que estão ao meu lado, independentemente de qualquer circunstância ou acontecimento.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tempestade e sonhos.


Novamente eu sonhei com você. Um dia desses, minha mãe sussurrou que isso entre nós já está virando paixão. Eu não disse nada, pois não sei se já está virando ou se apenas continua sendo paixão; porque nesses últimos meses - quase um ano - você sempre me encantou com cada gesto seu, mas eu nunca afirmei que estava apaixonada (e não vai ser agora que afirmarei).

Mas voltando ao sonho. Eu te liguei e te chamei para ir ao cinema naquele dia (como se fosse fácil assim), mas como acontece só nos sonhos, você aceitou e disse que ia levar aquele seu amigo.
Você chegou e lembro bem de nós e seu amigo no carro. Você estava com uma blusa branca que te deixou dolorosamente lindo.

Como em um flash, lá estávamos nós três mais algumas amigas minhas na escada rolante. Eu ria de tudo e você também. Eu me senti feliz plenamente e não me importaria se eu ficasse parada naquela cena do sonho para sempre.

Lá estávamos ela no cinema, você ao meu lado me abraçando. Antônio Fagundes, Débora Bloch e Denise Fraga na tela do cinema. Minhas amigas rindo, a Denise Fraga em pé em cima de uma mesa e o Antônio Fagundes parado na porta perguntando o que estava acontecendo.

Outro flash e as luzes se acenderam. Mas você não me deixou levantar. Só ficou o nosso grupo e todas as outras pessoas da sala saíram. Você me fez prometer que não iria fazer nada, eu não entendi o que você queria dizer e você segurou meu rosto com as duas mãos, colando nossas bocas em seguida.

Último flash. Um trovão. Acordei com raiva e olhei meu celular: 3:35 da manhã. Respirei fundo e fechei os olhos delicadamente esperando voltar ao sonho. Em vão.

domingo, 9 de maio de 2010

Eu prefiro morrer sua amiga.


“Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre. Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Temos um problema geográfico.

“Temos um problema geográfico. 
Você quer abraçar o mundo e eu ficaria contente em abraçar você.”

Você me provoca...


“Você me provoca, você me pertuba. Joga água e sai correndo. Atira a pedra e me acerta de raspão. Me espia no escuro e mostra a língua. Me xinga. Me atiça. Invade o meu sossego. Meu refúgio. Pisa no meu ninho com os sapatos sujos. Na minha toca. Sem saber o meu tamanho, até onde vai meu bote, você me provoca achando que não há perigo. Sem conhecer a força da minha mordida, o tamanho dos caninos. Você me provoca sem esperar a picada. Sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amigos.

"Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade."

Vem comigo.


“Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo.” (Caio Fernando Abreu)

Querida amiga.

Querida amiga,

Eu não vou começar falando seu nome, porque você pode ser "qualquer uma". Por isso o "querida amiga", porque isso é para você "minha amiga" e não para você "pessoa específica".

Hoje é dia 12 de abril, o aniversário do Tavares, você sabe o quanto que essa data significa pra mim, né? Eu lembro que no dia 12 de abril do ano passado não estava fazendo tanto frio igual hoje, eu não estou conseguindo nem digitar direito, mas eu preciso digitar porque você é minha amiga e eu preciso te dizer isso.
Esse final de semana aconteceram coisas estranhas, parecia que o que era tão gigantesco estava ruindo. Eu queria ter entrado na sua cabeça e ter tomado conhecimento do que você pensava sobre tudo isso, será que você se importa? Porque eu me importo, quer dizer, eu me importo tanto que seria insuportável ficar feliz enquanto eu sentisse a agonia que eu senti nesse final de semana. Mas hoje tudo se ajeitou, de maneira estranha e lenta, mas se ajeitou.

Sabe, independente do tempo ou do grau de "confiança" (não é bem essa palavra), você é importante para mim. É sim e muito por sinal.

E eu estou escrevendo isso para te pedir que nunca você deixe a vida nos afastar, eu quero dizer que nem se o mundo falar "Se não for sem ela, não vai ser" você vire e responda "Beleza, prefiro que não seja, mas ela vai estar comigo". Não sei se eu me expressei bem, mas o que eu quero dizer é que eu já perdi por um período curto de tempo você e não foi uma experiência legal, porque amigos meus são aquele tipo de pessoas que chamamos de "joia" ou "diamante", sei lá, mas você é rara. Raríssima e é uma honra te ter na minha vida.

Um dia eu li em um texto a seguinte frase: Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar. E isso se aplica certamente no meu sentimento em relação à você. Eu sou capaz de fazer o possível (e o impossível) para resgatar o que sempre fomos toda vez que eu sentir que a gente está se perdendo, porque o que sempre fomos faz parte do que eu sou. E eu não quero perder uma parte de mim, eu não quero perder a melhor parte de mim.

É por isso que eu termino esse texto aqui dizendo que Eu te Amo. Você nem imagina, mas eu gosto muito das risadas, gosto muitos das pequenas confidências, das brincadeiras, das caretas, das fotos, eu gosto de tudo. Eu já me chateei com você sim, mas se não houver chateações, pode ter certeza que o sentimento não é real. E está aqui a prova do meu sentimento verdadeiro por você. Eu não quero ter que viver sem você, eu não quero que climas estranhos predominem... Eu só quero que nós sejamos sempre: a-m-i-g-a-s.

"Na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos. "