sexta-feira, 30 de julho de 2010

No dia em que eu fui mais feliz. Parte 2




Eu estou super feliz por estar na universidade bem antes da hora e estou empolgada com tudo que me aguarda daqui pra frente. Mas tem um "porém..." em toda essa história. Chega a ser irônico, mas sempre haverá um "porém..." nas nossas maiores alegrias.
Eu sei que a escolha foi minha, porque eu poderia muito bem ter continuado no colégio para tentar novamente no final do ano, mas só apesar da escolha ter sido minha e apesar de ser uma ótima escolha, eu digo: dizer Adeus para aquela escola está sendo a parte mais dificil de tudo isso.
Na última segunda-feira, eu fui até lá ver meus amigos e ver a escola. Uma última olhadela antes de me tornar definitivamente uma ex-aluna.
As lágrimas se apertam nos olhos se eu olho por cima do meu ombro e vejo 14 anos na mesma escola se finalizando. Um livro está sendo fechado e eu estou abrindo um livro novo. Mas as memórias estarão comigo para sempre, assim como um pedaço de mim estará naquela escola para sempre...

"It's hard to say it, time to say it: goodbye, goodbye..."



quarta-feira, 28 de julho de 2010

No dia em que eu fui mais feliz.

Agora que todo o sufoco já passou e que a minha matrícula já está feita, posso contar como a minha vida mudou drasticamente nos últimos 3 dias.

Dia 26 de julho de 2010: Acordei tarde e roi todas as minhas unhas esperando o resultado sair. Eu tinha certeza que não tinha passado, mas uma coisa dentro de mim gritou: "Paula, não perca a esperança" e eu não perdi. Deu 17 horas e uma amiga minha veio me falar que eu havia passado, eu desesperei porque o site da universidade não abria aqui em casa. Mas abriu. E lá estava. Eu aprovada em Biologia, no meio do terceiro colegial e na federal de Uberlândia. E minha irmã (que havia trancado a nutrição na UFU também passara para Biotecnologia). A festa foi uma loucura, fui pintada, levei ovada e todo o resto. Mas quando eu deitei a cabeça no travesseiro, eu pensei: "Quero entrar".

Dia 27 de julho de 2010: Acordei cedo e comecei (minha mãe, na verdade rs) a ligar para todos os contatos necessários para ter a chance de entrar. Advogados que não sabiam resolver o meu problema até que eu achei a advogada certa. Fui até ela, corri atrás de documentos, foto 3x4. Era 7 horas da noite e eu estava no CESEC que é o lugar onde eu iria fazer a prova para conseguir um diploma de Ensino Supletivo. Entrei para começar as provas... Eram 11 e eu consegui fazer 4. Teria de voltar no dia seguinte. E por sinal, o dia seguinte era o dia obrigatório para fazer minha matrícula na UFU.

Dia 28 de julho de 2010 (o grande dia): Acordei super cedo e fui direto para o CESEC para terminar as provas. Hora vai e hora vem, terminei as provas. 11:30 da manhã e a matrícula seria das 13hrs até as 16hrs. Fui embora para a casa da vovó para almoçar, eu estava exausta e não sabia o que estava por vir. Quando eu estava me aproximando da casa da minha avó, meu celular tocou e a moça do outro lado da linha disse: "Senhorita, você esqueceu de fazer a prova de história...". Desliguei o telefone e disparei a chorar, o desespero começou a tomar conta de mim. Eu almocei rapidamente e voltei ao CESEC. Todos que estavam lá me reconheceram como "a menina que não fez a prova de história". Eu tinha certeza que havia feito a prova e jurei (em pensamento) que eles perderam minha prova... Mas não contestei. Fui lá fazer as 30 questões. Já era mais de 12:30. Fui entregar a prova para a moça e recebi um: "Paula, não precisa mais. Já achamos sua prova." A raiva e o desespero voltaram a tomar conta de mim. Fui para a recepção e lá estava minha mãe dizendo que a advogada havia dito que minhas liminar (necessária para pegar o histórico no CESEC) não havia chegado, mas que ela estava indo no fórum da cidade resolver isso. Eu fiquei insistindo para que o pessoal da secretaria me atendesse e fosse adiantando meu histórico porque minha liminar estava chegando, mas não adiantou. Mais desespero, não daria tempo. Era mais de 14:30 e minha advogada disse: "O oficial de justiça está indo levar sua liminar". Respirei aliviada. O oficial chegou e entregou ao diretor do CESEC as liminares de um monte de gente. Eu implorei, minha mãe implorou e nada deles liberarem meus historico. 30 minutos para as 16 horas. O pai de uma amiga que estava lá pelo mesmo motivo, me disse: "Eu pego seu histórico e levo pra você na UFU. Agora voa pra lá!". Eu peguei minha bolsa e sai correndo, minha mãe dirigiu numa velocidade impressionante e no caminho, o pai me ligou e disse: "Seu historico ta na minha mão, o da minha filha ainda não. Tô esperando, pede pra alguém pegar o seu". Pedi para minha mãe e desci correndo do carro e para a minha felicidade e emoção, quando eu passei correndo por uma mesa cheia de pessoas (que só depois eu me toquei que eram meus veteranos, haha) elas começaram a gritar: "CORRE, bixete!" e uma esperança tomou conta de mim novamente. Faltavam alguns minutos para as 16 horas e eu fui presa em uma sala com porta de vidro e alguns veteranos estavam do lado de fora. A mulher que me prendeu, liberou as matriculas para até 16:30. Quase chorei de alegria. Minha mãe havia mandado um moto-táxi buscar minha liminar. Era 16:20 e nada dos meus documentos chegarem... O que fiz? Comecei a chorar. E novamente meus veteranos estavam lá, do lado de fora da sala, fazendo gestos que diziam: "Calma, bixete". Exatamente 16:26, eu vejo minha irmã se aproximando balançando um papel no ar. Eu comecei a pular e meus veteranos começaram a sorrir animadamente. Corri para a sala da matrícula e depois de assinar muitas coisas, lá estava começando a cair minha ficha: eu me tornei uma universitária. Sai da sala e quando voltei para onde estava fechada a porta de vidro, vi uma multidão de pessoas me esperando do lado de lá da porta de vidro: meus veteranos e eles estavam lá me esperando (fui a última a fazer matrícula...). Quando a porta de vidro abriu, perguntaram: "Deu certo?", eu fiz que sim com a cabeça e a gritaria e as palmas vieram.


É isso. Agora tenho que esperar dia 9 de agosto para as aulas começar. E eu estou com o sentimento de que fiz a escolha certa. Tanto esforço, valeu a pena. Sou uma univeristária. Tenho mais coisas para dizer, mas não nesse post...


FELICIDADE! *-*





terça-feira, 27 de julho de 2010

O homem mais lindo do mundo.

Eu vivo dentro de uma caixa chamada "mundo da fantasia" e ele, aceita que eu viva ali, mas todos os dias vem dar uma espiada e fazer vários furinhos novos para me fazer respirar o ar do "mundo real".
Ele parece uma criança. Decora falas de desenhos animado e as recita animadamente para mim muitas vezes, disputa em jogos de computador comigo e me conta piadas sem graça.
Ele é um filósofo. De verdade, pois ele está na faculdade de filosofia. E se eu digo "Hoje o dia está lindo", ele me vem com alguma fala filosófica sobre isso.
Ele tem umas entradas no cabelo que o deixa charmoso. Muitas vezes ele já foi chamado de Humberto Martins por mim, só faltaria as covinhas.
Ele não gosta de cozinhar, não cozinha muito, mas quando decide ir para a cozinha, uma coisa é fato: qualquer cheff perderia fácil pra ele.
Ele tem um cheirinho bom e um jeito melhor ainda de me abraçar sempre.
Ele é definitivamente homem mais lindo do mundo. E hoje é o aniversário do homem mais lindo do mundo. Mesmo ele não gostando de aniversários e falando que não se importa com datas, eu digo: seu aniversário é uma das coisas mais importantes pra mim e eu te amo. Amo de um tanto que talvez você não saiba por eu não demonstrar tanto.


Mas é isso, papai. Parabéns por mais um ano de vida. Você é meu herói. ♥

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Miss you.


"Nossa amizade é tão expressiva. Ao mesmo tempo recente e tão eterna. Eu sei que no nosso jeito de não dizer 'eu te amo' à toa, de rir depois de um 'tô com saudades', não vivemos mais distantes. Eu preciso chegar em casa logo pra te contar o que aconteceu no meu fim-de-semana e te dar bronca pelas tuas fugas da madrugada. Então você me diz que me falta experiência e eu me surpreendo de não sentir ofendida por isso. Você pode. Pode dizer o que quiser sem me deixar mal, porque afinal, quem mais me ouviria durante uma longa tarde de domingo, numa das minhas crises?

(...)

Você, que me protege e me aconselha como um amigo deve fazer sem esperar nada em troca. E que jamais me negou companhia, mesmo morando longe demais pra me ver. Seria injusto sofrer por você, porque isso só me afastaria. E nós não podemos mais viver sem nossa cumplicidade."

(Verônica H.)


sábado, 3 de julho de 2010




Não sei muito de futebol e nem mesmo sou apaixonada por jogos que não sejam da Copa do Mundo. Talvez essa foi a primeira vez que eu me importei realmente com a Copa. Em 2006, eu não me importei quando o Brasil perdeu e em 2002, eu comemorei como toda criança de 8 anos comemorou. Bom, então... Estamos em 2010 e eu estou aqui com meus 16 anos.


Poucas pessoas botavam fé no Brasil, ouvi muita gente dizendo que o Brasil não passaria da primeira fase, algumas pessoas falavam que o Brasil ia pra final contra a Argentina, mas que perderia feio. Ninguém acertou, mas acredito que quem mais se entristeceu foram as pessoas que, assim como eu, acreditaram desde o início do primeiro jogo até o último segundo do jogo contra a Holanda.Desde o primeiro jogo, eu gritei, quase arranquei meus cabelos, bati no sofá, quis bater em alguém, pulei de felicidade e toquei vuvuzelas. Mas no jogo decisivo contra a Holanda foi diferente... Uma agonia tão grande tomou conta de mim que meu coração se manteve disparado durante os últimos 20 minutos inteiros, juro. Mas estava lá 2 a 1 para a Holanda e até o momento final eu acreditei que o Brasil faria um gol para o jogo ir para a prorrogação. Meu coração doeu e as lágrimas começaram a descer. Estava acabado!
Mas o Brasil ainda é a única seleção que participou de todas as Copas, o Brasil ainda é a única seleção com 5 vitórias. E eu não vou dizer que estou envergonhada, como muita gente vem dizendo, eu vou dizer exatamente o contrário: ainda tenho orgulho da nossa seleção e sempre terei! Até 2014 para enfim conquistarmos o hexa, ♥


domingo, 13 de junho de 2010

Cartas para Julieta.

Um filme romântico maravilhoso. Nada de muito dramático e é tudo muito simples e puro. A história de um verdadeiro amor que indiretamente gera o nascimento de outro verdadeiro amor. No fim, me esbaldei em lágrimas de felicidade com uma mistura de vazio por saber que amores assim, infelizmente, não existem e por ter percebido que faz muito tempo que não gosto de ninguém.

E tem também a trilha sonora que agora não sai da minha cabeça:

"Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all there's left to do is run
You'll be the prince and I'll be the princess
It's a love story baby just say yes"

domingo, 30 de maio de 2010

Um ano.

Um ano. Há exatamente um ano atrás eu estava andando por essa cidade inteira atrás de vocês, eu estava ouvindo o cd Redenção no carro de uma amiga e eu estava entrando no fotolog de todos vocês para tentar descobrir onde vocês estavam. Há exatamente um ano atrás, eu estava parada na porta de um hotel e logo depois, estava trancada dentro desse hotel e logo depois estava abraçando vocês. Eu senti o perfume de cada um e senti o toque de cada um. Eu sorri abobalhada e eu lhes entreguei os cartazes que havia feito com minhas amigas. Eu tirei fotos e recebi autógrafos na minha blusa daquele fã-clube. Há um ano, vocês estavam entrando na van e eu estava caindo de joelhos na porta do hotel de tanto chorar. Há um ano, eu estava indo para o melhor show e vi a van de vocês pela rua novamente. Há um ano, eu cantei e gritei todas as músicas. Há um ano, o Tavares me fez aquela cara durante o show que eu nunca vou esquecer. E há um ano, no fim do show o Lucas agradeceu às meninas do hotel. Há um ano atrás, vocês saíram do palco e eu senti uma descarga de dor em todo meu corpo. Eu fiquei mais de 12 horas correndo e andando e gritando e chorando, mas eu faria tudo com o maior prazer se me fosse permetido. Eu espero vocês voltarem ou eu ir até o encontro de vocês... E tenho certeza que isso irá acontecer. Eu amo vocês demais.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes...


Foi lendo um texto do Vinicius de Moraes esses dias que eu comecei a pensar em uma porção de coisas. O texto começava com a seguinte frase: "Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos." Não foi ontem e nem hoje que eu comecei a sentir muitas das minhas amigas distantes e ler esse texto só me fez pensar ainda mais. Existem pessoas que estão na minha vida e não sabem o valor que elas possuem... Porque, às vezes, elas agem como se não houvesse nada de importante entre nós. Eu sempre sofri com esse tipo de situação, sempre ia desabafar com alguém e acabava chorando. O que eu poderia fazer?!

Mas dessa vez está sendo diferente. Eu não vou ficar chorando e nem desabafando o tanto que eu-gosto-daquelas-amigas e o tanto que-elas-são-as-melhores-amigas-do-mundo-que-eu-sinto-tanta-falta. Eu sempre fiz tudo pelas pessoas que eu amo, tudo mesmo. Coisas de piscianas que querem ver todos bem. Mas eu cansei. Cansei! Eu tô cansada de ter que acordar e saber que vai ser a mesma história cansativa todos os dias. Cansei de esperar tanto das pessoas e quebrar a cara toda hora. Cansei de contar tudo pra quem eu acho que mereça saber da minha vida e não receber nenhuma confissão em troca. Será que elas sabem o tanto que é ruim ouvir alguma coisa delas? Como se eu fosse apenas uma colega de sala que ouviu a fofoca? Eu escondi minhas expectativas em algum lugar onde eu nunca mais vou encontrá-las, cansei de esperar tanto das pessoas e cansei de depositar tanto em quem sempre deposita-e-nãodeposita em mim. Cansei de amizades de fases e cansei de chorar. Se não fazem questão, eu também não faço.

Eu amo cada uma delas de um tamanho que eu nem sei explicar. Mas eu não vou correr atrás e não vou exigir nada de ninguém. Eu vou conversar normalmente se elas conversarem normalmente, eu vou guardar meus segredos para mim se elas guardadem o delas entre elas. Eu vou ficar na minha, sem sofrer. Eu ainda tenho aquelas que estão ao meu lado, independentemente de qualquer circunstância ou acontecimento.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tempestade e sonhos.


Novamente eu sonhei com você. Um dia desses, minha mãe sussurrou que isso entre nós já está virando paixão. Eu não disse nada, pois não sei se já está virando ou se apenas continua sendo paixão; porque nesses últimos meses - quase um ano - você sempre me encantou com cada gesto seu, mas eu nunca afirmei que estava apaixonada (e não vai ser agora que afirmarei).

Mas voltando ao sonho. Eu te liguei e te chamei para ir ao cinema naquele dia (como se fosse fácil assim), mas como acontece só nos sonhos, você aceitou e disse que ia levar aquele seu amigo.
Você chegou e lembro bem de nós e seu amigo no carro. Você estava com uma blusa branca que te deixou dolorosamente lindo.

Como em um flash, lá estávamos nós três mais algumas amigas minhas na escada rolante. Eu ria de tudo e você também. Eu me senti feliz plenamente e não me importaria se eu ficasse parada naquela cena do sonho para sempre.

Lá estávamos ela no cinema, você ao meu lado me abraçando. Antônio Fagundes, Débora Bloch e Denise Fraga na tela do cinema. Minhas amigas rindo, a Denise Fraga em pé em cima de uma mesa e o Antônio Fagundes parado na porta perguntando o que estava acontecendo.

Outro flash e as luzes se acenderam. Mas você não me deixou levantar. Só ficou o nosso grupo e todas as outras pessoas da sala saíram. Você me fez prometer que não iria fazer nada, eu não entendi o que você queria dizer e você segurou meu rosto com as duas mãos, colando nossas bocas em seguida.

Último flash. Um trovão. Acordei com raiva e olhei meu celular: 3:35 da manhã. Respirei fundo e fechei os olhos delicadamente esperando voltar ao sonho. Em vão.

domingo, 9 de maio de 2010

Eu prefiro morrer sua amiga.


“Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre. Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.”