sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um silêncio lotado de palavras.

- Posso te perguntar uma coisa? O que você quer de mim?

(Acho melhor eu dizer primeiro o que eu não quero. Eu não quero te assustar e nem que você pense que eu morri de amor por você assim, logo de cara. Eu não quero que você vá embora quando o sol começar a nascer e me deixe aqui imaginando onde você está. Eu não quero que você me ligue bêbado para dizer que está com outra. Eu não quero ter que desligar o telefone na sua cara e eu não quero ter que ignorar quando este tocar novamente. Eu não quero acreditar que tudo o que nós temos não passa de “curtição”. Eu não quero que você me olhe desse jeito curioso como se você já soubesse o que eu estou pensando. Eu não quero que você diga para seus amigos que eu sou sua grande amiga e eu não quero que logo depois quando estivermos a sós você sussurre em meu ouvido “você é minha”. Eu não quero que você venha almoçar com minha mãe por obrigação. Eu não quero que você se aproveite do fato que você é o meu ponto fraco... Mas, o que eu quero… Ah. Eu quero que você me ligue as 3 da manhã só para dizer “estou com saudade”. Eu quero que você ignore tudo que irão pensar sobre nós. Eu quero que você diga que me quer toda vez que eu der um beijo ou um arranhão no seu pescoço. Eu quero que você continue sendo assim. Eu quero ir ao cinema, andar de mãos dadas, sorrir para as pessoas que estão sozinhas e que sentirão uma pontinha de inveja. Eu quero que você mantenha aquela promessa que você fez naquele lual: “eu não entendo e nem quero entender, mas eu vou ficar com você até quando você me quiser aqui”. Eu quero que você entenda que tem dias que eu estou estressada e não quero ver ninguém. Eu quero que você entenda que tem dias que eu digo que estou estressada e que não quero ver ninguém, mas tudo que eu quero é que você venha correndo me ver. Eu quero acordar cedo com sua mensagem ou acordar tarde com você do meu lado. Eu quero que você me queira. Eu quero querer você por um bom tempo.)

- Não sei ainda…

Castelo de areia.

Eles brigavam diariamente, mas não conseguiam ficar muito tempo sem o outro. Sempre que brigavam, juravam que iriam se afastar e que não se falariam mais… Nunca dava certo, obviamente. Eles iam atrás, se procuravam e se achavam. Ela suspirava aliviada e ele sorria vitorioso.

Até que chegou o momento em que ele a decepcionou. Depois de meses de brigas sem nexo que no fim arrancavam risadas, ele simplesmente a decepcionou. E aquele castelo que estava sendo construído na areia, foi levado por uma onda forte demais.

Só que eles se amavam, certo? Em teoria e em palavras, sim: eles se amavam. Apesar daquele sentimento de decepção, ela estava disposta a tentar reconstruir o castelo junto com o garoto que tinha a mágoa e o amor dela. O amor, aparentemente, infinito dela.

Aí eles combinaram e se deram as mãos. Começaram a mexer com a areia, começaram a lutar para que tudo voltasse ao normal. Mas sempre que eles tinham a ilusão de que estavam tendo algum progresso, as ondas incontroláveis derrubavam tudo e aquele pensamento que ela estava tentando afastar de sua mente, não sumia de jeito nenhum. Ela voltava, então, a sentir seu coração lotado de mágoa e ele nem imaginava que o estrago tinha sido tão grande. E voltavam para a estaca zero, jurando tentar novamente.

A situação havia se invertido então: antes, eles se esforçavam para se afastar, mas percebiam que era inútil. Naquele momento, eles estavam se esforçando para se reaproximar, mas estavam percebendo que era inútil.

Era um castelo de areia. E lá vai uma verdade sobre castelos de areia: quando destruídos, impossíveis de serem reerguidos. Infelizmente.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Você.


Desde o início era você. Eu negava e fingia que era aquele outro. Mas era você. Só você. Você com sua mania de fazer caretas sempre que eu te olho sorrindo, só para me fazer sorrir mais ainda. Você que tem a voz doce e calma que é contraditória ao seu corpo musculoso e definido. Você que está do outro lado, mas que ainda sim está ao meu lado. Você que faz meu coração apertar, meu coração disparar e meu coração parar por milésimos de segundos. Você, só você. Sempre foi você.

E eu tive mais certeza ainda que era você quando, na virada do ano, nós passamos muito tempo conversando ao telefone. E eu queria te dizer que queria muito te dar um abraço, mas não disse. E eu queria te dizer o tanto que você era importante, mas não disse. Conversei normalmente e apenas deixei as lágrimas caírem quando desligamos aquele aparelho eletrônico que é uma das únicas formas de te aproximar.

Um dia desses eu parei para fazer uma contagem do tempo, para relembrar algumas coisas e uma onda de choque me atingiu quando eu me lembrei há quanto tempo você está em minha vida. E mesmo que eu não admita: é também há quanto tempo eu sou apaixonada por você. Eu sou apaixonada por você desde a primeira vez que conversamos e você não faz nem ideia. 

Eu comecei a pensar sobre o fato de ocultar tanto sentimento de você e coloquei na minha frente os prós e os contras. Eu não te conto, mas todos que sabem do meu sentimento insistem que você deve saber. E se você souber, vai acontecer o quê? Porque você está aí do outro lado da tela, do outro lado da linha, do outro lado do país e eu sou só a sua grande amiga que você nem sente tanta falta assim. Ou será que eu sou mais do que isso? Será que eu já fui mais do que isso e agora não sou mais? Porque você me confunde, você age de maneiras diferentes de acordo com as fases da lua e eu sei que esse é só o seu jeito. Mas pra mim, isso é muito mais. Isso é o motivo para meu dia ser lindo ou para o meu dia escurecer assim ó, num estalar de dedos. 

Você não tem culpa porque você não sabe, você nem sabe que está lidando com uma apaixonada-dramática-sonhadora. Você acha que está lidando com uma amiga que se ofende de vez em quando porque você está muito ausente, mas a verdade é que você está lidando com um coração. Um coração que é inteirinho seu. Será que eu tenho que te fazer enxergar? Será que eu tenho que te fazer ouvir esse tum-tum acelerado do meu peito? Ou será que eu tenho que dar mil passos para trás, rebobinar totalmente a fita e começar de novo essa nossa história? De um jeito que eu não tenha sentimentos além de um belo carinho de amiga por você...

Não sei o que fazer, só sei que eu tenho medo e eu não quero trocar o certo pelo duvidoso. Eu não quero correr o risco de perder sua amizade. O fato de saber que você está na minha vida é reconfortante e já me deixa feliz. Entende? Espero que sim. Quer dizer, você não entende nada... Você nem sabe que esse texto está sendo escrito. E se por acaso você souber que esse texto está sendo escrito, você nem vai sonhar que esse "você" é você mesmo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eterno.

Eu tenho um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Minha amiga Alana também tem um ídolo. E o nome dele é Rodrigo, mas é mais conhecido como Tavares. Compartilhamos esse amor há um tempo. Sem ciúmes (entre nós duas, haha), sem discussões. Trocamos fotos, informações e aflições. Ninguém entenderia se eu tentasse explicar tamanha compatibilidade e coincidências estranhas que o envolvem.

E há algum tempo, tivemos uma ideia: eternizar esse nosso amor. Decidimos fazer uma tatuagem. E o Tavares tem uma tatuagem no peito de um coração alado. Olhamos pra essa tatuagem e decidimos que era aquilo que nós faríamos. Depois de um ano combinando, finalmente fizemos.

"E se vocês brigarem?", "E se vocês não gostarem mais dele?". É o que estão me perguntando. Mas olhem para a tatuagem: é um coração alado. Tem algum escrito? Tem alguma declaração de amor ali? Não, não tem.

Nós fizemos isso com a intenção de eternizar isso que está acontecendo nesse momento da nossa vida. E mesmo que se passem mil anos e eu não goste do Tavares mais ou até mesmo tenha me afastado da Alana, é uma lembrança ótima e linda da minha adolescência.

As pessoas no futuro vão ver e vão pensar: "Legal! Um coração com asas". Mas eu vou ver e vou entender eternamente o motivo real dessa tatuagem. Mesmo que o sentimento não permaneça o mesmo, as memórias estão marcadas.



No matter what they say. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"A maioria dos meus amigos de hoje..."


"A maioria dos meus amigos de hoje foram grandes amigos do passado, que cresceram comigo, sofreram comigo, melhoraram comigo. São pessoas que eu admiro muito e que, mesmo com seus defeitos, me acrescentam, me fazem bem pra alma."

20 de novembro de 2007.


Parei para pensar e percebi uma coisa: ela é uma das poucas pessoas que sempre esteve ao meu lado, sempre esteve disposta para conversar, rir e fazer tudo aquilo que grandes - melhores, bons - amigos fazem. E olha, ela nem está ao meu lado literalmente. Mas estamos aí, há 3 anos e alguns dias.

Eu te amo, amiga.


Espero um dia te encontrar e poder te abraçar
Tuas palavras de conforto que sempre me acalmaram
Eu sei que você pode me ouvir, mesmo estando tão longe daqui.

domingo, 28 de novembro de 2010

Corra.


Ela decidiu correr. Sem direção e sem hora certa para parar. Ela só precisava correr. As lágrimas sendo levadas embora pelo vento que batia forte contra seu rosto. Os lábios que estavam vermelhos e trêmulos estavam forçados a se manterem pressionados um contra o outro. Os cabelos voavam de forma desarmoniosa e se embaraçavam a cada passo (per)corrido. Ela estava fugindo, sim. Ela precisava fugir. Ela não sabia se teria algum êxito com tal tentativa de fuga, mas ela precisava tentar. Sem olhar para trás por cima dos ombros, porque senão ela tropeçaria e cairia. Só correr. Olhando para frente e prometendo para si mesma: “Essa foi a última vez que eu amei, que eu me feri, que eu feri alguém”. Ela só não sabia que, logo ali na frente, ela trombaria com um rapaz que estava vindo correndo da direção oposta. É esse o ciclo da vida: você ama, você sofre, você jura nunca mais amar, você foge, mas quando você menos espera… Está começando tudo de novo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Infância, adolescência e eternidade.


"Mas tanto tempo de convívio me trouxe certa prioridade que eu valorizo muito. Gosto também de quando falo, porque por mais que você não entenda, me apoia. Você me dá esperanças nas minhas paixões platônicas e na vida que eu levo cabeça a dentro. Aliás, essa é a nossa maior diferença: você pensa sobre o que você vive, e eu vivo sobre o que eu penso. Somos opostas e ainda assim nos compreendemos.


Saio de casa e o cenário está todo lá: as árvores onde a gente subia, a casa que jurávamos assombrada, os muros que agora parecem altos, nosso eterno refúgio de criança que guarda as marcas da infância. Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dez anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas, teremos casas vizinhas (se um dia você voltar do Rio), jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar." 

(Verônica H. - mais uma vez ela disse o que
eu quero e não consigo)

A eterna companhia da minha vida.


"Eu aprendi a lidar com a sua distância repentina, e você com a minha. Chegamos num ponto de entender a necessidade de silêncio uma da outra. Eu aprendi seus filmes preferidos e você os meus, eu descobri que podia te ligar às duas da manhã e você descobriu que as palavras de 'estou aqui pra você, sempre' eram mais reais do que imaginava.
A gente se conheceu e ponto. Nos escondíamos por trás de roupas e afastávamos olhares como quem protege o coração de mais decepções. Eu precisei falar demais pra esconder a falta de ter a quem dizer e você me ouviu. E me ouviu por mais três longos anos, sendo minha fuga num lugar com tanta gente e tão pouca afinidade. Você é minha fuga. É minha maior confiança.
Mas agora você vai. Não pra sempre, mas pra longe. E eu fico só de novo, e sinto tanto a sua falta... Você é meu apoio.
Amiga como você não é fácil de encontrar, mas é ainda mais difícil perder. A distância não vai ser suficiente. Espero que você veja em mim o que eu sempre vejo em você: a eterna companhia da minha vida."

  (Verônica H.)